Monday, 12 March 2012

Sunday, 11 March 2012

(...) one of cinema’s most moving, lyrical hymns to romantic love, but one which – unlike, say, Murnau’s Sunrise (1927) or Hathaway’s Peter Ibbetson (1935) – is firmly grounded in a realistic view of a couple who, at least initially, are not particularly idealised or archetypal.
It is only when they split up – she becoming lost in a sinister urban environment, he within his own despair – that their spiritual and sexual feelings for each other take flight, most notably in two famous moments. In the first the skipper and his wife, although in separate beds many miles apart, caress themselves in unison. In the second, the poetic highpoint of Vigo’s cinema, the skipper has been told that one can see the woman that one loves underwater. He dives into the river (in underwater images inspired by the filming of Taris) and has a vision of Juliette floating happily in her wedding dress.

acho que o meu coração saltou uma batida ao rever estas duas cenas.

Monday, 27 February 2012

o que sabia bem agora era um filme do bergman.

Saturday, 25 February 2012

O suspense, o perigo iminente.
Louis Malle e Miles Davis.

Desde o início, a cara magnetizante de Jeanne Moreau enche o ecrã. Só ouvimos murmúrios inquietantes e ansiosos de uma apaixonada, até entrar o trompete de Miles Davis. São estes dois dos elementos essenciais no filme imponente de cortar a respiração que é Ascenseur pour l'Échafaud de Louis Malle. 
O trompete electrificante de Miles Davis é majestoso, acompanha o amor exacerbado e desesperante do filme, faz parte do filme, e é como se cada contorno da cara angustiada de Moreau fosse uma nota no trompete de Davis. Cada acontecimento torna-se mais tenso e não ouvimos uma única nota que nos dê esperança (pois neste filme, se ela surge por momentos, é muita rapidamente nos tirada).
Pela cidade vazia e assombrada, por um elevador sufocante, por uma auto-estrada escura, andamos à deriva neste filme de contornos de film noir que anuncia já a nouvelle vague.
Esta vertigem que é Ascenseur pour l'Échafaud é a história de um amor desolado, mas também pode ser visto, de forma perceptível mas discreta, como o retrato de uma geração afectada pela guerra e que, no meio do que viu, se sente dormente, continuando a desejar um final mais feliz, um escape, mas sem grandes esperanças.

Thursday, 23 February 2012

Vagabond

O novo videoclip de Beirut e aquela cena do baile em Amores de uma Loira (Lásky jedné plavovlásky), a revolução dos jovens rebeldes por entre um mar de penas de almofadas em Zero de Conduite e um ambiente bizarro e surrealista com o olho de Un Chien Andalou.

Sunday, 19 February 2012

une ménage à trois temporaire
a história daquele beijo que ficou para sempre gravado na minha memória,
e na de tantos outros cinéfilos
Para aqueles que andam com insónias, o senhor Hitchcock descobriu a cura (mas digo já que não é muito aconselhável, pode causar danos irreparáveis).

Hitchcock's definition of happiness

"Things that are creative, and not destructive."
Assim são os primeiros minutos verdadeiramente cativantes de um filme. Aquela corrida labiríntica de pés descalços, a respiração ofegante de medo, o preto e branco intimidante e os créditos ao contrário, tudo me deu uma vontade incrível de ir ver o filme já. 
Um piquenique no campo com Michel Simon, Renoir e Gainsbourg.

i'm walkin' on air

When Tom meets Fats.