(uma fotografia unica e fascinante, uns diálogos de mestre e Jean-Pierre Léaud dum lado e Pierre Étaix do outro; c'est ça que tiro deste trailer)
Wednesday, 24 August 2011
On est à Londres?
(uma fotografia unica e fascinante, uns diálogos de mestre e Jean-Pierre Léaud dum lado e Pierre Étaix do outro; c'est ça que tiro deste trailer)
Tuesday, 23 August 2011
Saturday, 20 August 2011
Do it the Broadway way!
[Esta é a minha cara depois de ler esta notícia. Isto é demais para o meu ticky-ticker, anda tudo a fazer dream teams (como estes também!)]
Though comedies were once just as common and successful on Broadway as dramas and musicals, sometime around the 1980s they started disappearing. Now it seems that if no one’s singing, no one’s laughing. Last season, only two traditional nonmusical comedies opened, a revival from 1946 and one from 1895! But Broadway makes up for lost time with this fall’s Relatively Speaking, a trio of one-act comedies by Ethan Coen, Elaine May, and Woody Allen. The works, featuring Julie Kavner, Ari Graynor, and Marlo Thomas, are loosely linked by a family theme: Allen’s contribution, Honeymoon Motel, is set at a wedding; May’s George Is Dead at a funeral; and Coen’s Talk Therapy, well, in Coen-land. It will fall to John Turturro, making his Broadway directing debut, to bring coherence to three rather different comedic styles: Allen’s existential juggling, May’s sly warmth, Coen’s creepy hilarity. Asked which playwright is most likely to drive him crazy, he says, “If you expect me to answer that question, I would never have gotten the job.”
The official announcement of the production did not specify titles or plotlines for the three plays, but The New York Times reports that Allen’s play is titled Honeymoon Motel and was written within four weeks after the Oscar-winning writer and director received a call from producer Julian Schlossberg. “It’s a broad comedy, for laughs, no redeeming social value,” Allen said in an interview. May’s play is reportedly titled George Is Dead, and Coen’s is called Talking Cure. A website for Relatively Speaking says that the plays are "about mothers and daughters, husbands and wives, parents and children...a heartfelt and hilarious evening of one-act plays with a common bond: the insanity that can only come from family."
& daqui
Monsieur Hulot! Votre bicyclette!
Porque não se pode falar de Tati sem se falar de bicicletas fica aqui um slideshow de Design de bicicletas clássicas ao longo do século passado que é um mimo.
Friday, 19 August 2011
♥
Este vídeo captura na perfeição o espírito do filme Orphée pelo qual fiquei completamente hipnotizada. Jean Cocteau, o teu mundo de magia e tu fascinam-me. Venham daí mais filmes e livros deste senhor de nariz imponente.
L'univers de Jean Cocteau [Orphée et Le Grand Écart]
E aqui têm como o encontrámos no começo do livro. Ele resiste. Voltado a ser Jacques, fita-se no espelho.
Um espelho não é água de Narciso; não mergulhamos lá. Jacques encosta a ele a cara e o seu hálito esconde aquele rosto pálido que ele detesta.
O sono não está às nossas ordens. É um peixe cego que sobe das profundezas, uma ave que se abate sobre nós.
Sentia nadar o peixe em volta, fora dos limites. A ave fechava as asas, pousava à beira da insónia, voltava o pescoço, alisava as penas, patinhava, não entrava.
O sono tem o seu universo, as suas geografias, as suas geometrias, os seus calendários. Acontece que nos reporta a antes do dilúvio. Então encontramos uma misteriosa ciência do mar. Nadamos, e julgamos voar sem esforço.
[Stills do filme Orphée e excertos do livro Le Grand Écart,
ambos de Jean Cocteau]
Summer reading
Jacques Forestier chorava facilmente. O cinematógrafo, a música ordinária, um folhetim, arrancavam-lhe lágrimas. Não confundia estas falsas mostras do coração com as lágrimas profundas. Aquelas parecem correr sem motivo.
Saturday, 13 August 2011
Wednesday, 10 August 2011
Bergman & Honoré
Na entrevista a Christophe Honoré que já postei há uns dias atrás uma das ideias que mais me marcou foi a que ele defendia como cinéfilo se tornou cineasta não porque tinha algo a dizer mas sim pour prolonger mes rêveries d'adolescent sur le cinéma. [Je fais partie des cinéastes qui filment parce qu'ils ont vu les films des autres. Je ne suis pas devenu réalisateur parce que j'avais quelque chose à dire, mais pour prolonger mes rêveries d'adolescent sur le cinéma. Se référer à Jacques Demy ou à François Truffaut n'empêche pas de parler du monde, au contraire.]
E como estamos numa de contrapor vários cineastas, descubro agora esta intervenção de Ingmar Bergman no vídeo acima onde diz "But I think that... those that are emerging are so incredibly talented. These young emerging directors. They know the job well. But it's not so often that they really have nothing to say." Sem tirar mérito a nenhum deles, acho fantásticas estas visões diferentes de dois cineastas cujas obras são incrivelmente antagónicas e igualmente importantes.
“He’s done two masterpieces, you don’t have to bother with the rest. One is Blow-Up (1966), which I’ve seen many times, and the other is La Notte (1961), also a wonderful film, although that’s mostly because of the young Jeanne Moreau.”
Ingmar Bergman on Antonioni
Curioso. Morreram os dois exactamente no mesmo dia, 30 de Julho de 2007, e nesse dia o Cinema ficou mais pobre. Mas depois encontro uma destas citações de Bergman. Contudo, com todo o devido respeito vou ter de discordar de si Sr. Bergman.
La Notte
Um acumulado de pensamentos, emoções, medos, decadência e amor. É Antonioni. Para mim um filme de Antonioni começa bem mas à medida que vai avançando o ambiente vai-se intensificando e adensando, as emoções vêm ao de cima e nas cenas finais chega-se ao apogeu, ao auge do filme, como quando os timbales soam no final de uma música clássica. E La Notte é o perfeito exemplo disso porque aquela cena final é de uma beleza trágica incrível como há em poucos filmes.
Tuesday, 9 August 2011
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