Saturday, 6 November 2010

Tournée de Mathieu

Spending two days in a hotel doing interviews is not my goal. No, I could be with my kids. I could be making love. That's real life. Surprising my girlfriend, going to Lisbon for two days, you know, that's life. But I couldn't resist it. My two boys, who are 8 and 10 - I can't tell them one day that I refused to be the villain in a Bond movie.
(that's life indeed. bienvenue mathieu!)

Friday, 5 November 2010

Anna, Serge, Brialy



Anna (1967)
Esta noite os meus companheiros foram o Brialy, o Gainsbourg e a Anna Karina. Mas que bela companhia, numa viagem nostálgica, com baladas tão bonitas e uma história tão simples e triste. (não é um filme excelente, mas é uma fantástica companhia e tão bonito de se ver. notei alguns aspectos dignos de crítica mais construtiva, mas ainda estou demasiado encantada com esta viagem à minha França dos anos 60)

Wednesday, 3 November 2010

Godard et Woody Allen

Este blog (http://parisvsnyc.blogspot.com/) é simplesmente o amor. Os pormenores parisienses e nova iorquinos.
E esta ilustração podia ser mais fantástica? É tão simples, mas adoro.
Godard e Woody Allen. Could it be any better? Je ne crois pas.

Sunday, 31 October 2010

HAPPY HALLOWEEN!
(apetece-me ir fazer trick or treat mas depois lembro-me que cá não se faz e que já não tenho idade para isso ): sendo assim venha daí o Rocky Horror Picture Show!)

Saturday, 30 October 2010

cinema + bigodes = JP Simões

[é de 2005 mas é tão bom encontrar estas coisas]
Depois de ler o fantástico Vírus da Vida:

O nome dos Belle Chase Hotel vem dum filme do Jim Jarmusch, o do Quinteto Tati remete para Jacques Tati. Qual é a tua relação com o cinema?
Não sei se isso será alguma coincidência. A referência ao Jacques Tati e àquela ideia dum tipo humano e dócil que se passeia no meio das estruturas burguesas e burocráticas sem encaixar muito bem no meio delas, sem que as estruturas o consigam estandartizar, é um lado curioso. É um lado que me fascina por existirem pessoas que conseguem criar uma dimensão individual que ultrapassa a social. É como se a social fosse uma espécie de metáfora grotesca da liberdade e responsabilidade pessoal. Quando começámos a fazer música para teatro, na ópera, tentámos fazer uma música mais fílmica. Acabou por não acontecer, acabámos por fazer canções e fazer canções com uma inscrição muito mais pessoal, mais dramáticas e com uma ironia menos brilhante e positiva que o Jacques Tati. A referência ao cinema traduz-se sempre por o cinema ser um depósito de imagens e de construções humanas. Portanto, quando falas em música, um gajo não se vai chamar dó maior porque gosta mais do dó maior, ou escala menor porque o seu trabalho tem muito mais a ver com acordes menores do que o resto. O universo tem sempre a ver com a imagem. Um título é uma sugestão. É fácil ligar isto ao cinema e o cinema ser um ponto de partida filosófico, histórico ou afectivo para o que se irá fazer.
Nos Belle Chase Hotel andavámos à procura de nomes, nenhum tinha a ver com cinema. Mas quando toda a gente se apercebeu da história que estava à volta desse hotel, houve um lado curioso, um lado mais ou menos consensual na capacidade sugestiva que esse nome tinha. Veio das imagens, da música à volta do filme, os actores eram músicos, temos ali uma data de ligações.


O que é que aconteceu ao teu bigode?
Sabes que os bigodes, com o tempo, começam a ficar cheios de sopa juliana, de caldo verde e a coisa começa a ficar pior. Quando me apareceu um cogumelo no bigode, tive que o cortar, porque estavam a nascer coisas que eu já não queria no bigode. Equívocos cogumelos nasceram do meu bigode, e deixei de me dar tão bem com ele. Corria o risco de me transformar num bigode, e eu não queria de modo nenhum transformar-me num bigode. Não é que o meu amor-próprio seja enorme, mas há limites. E acho que tenho conseguido, o que é que te parece?
Eu acho que sim.
Obrigado, isso foi motivador.

Friday, 29 October 2010

Some like it Hot (1959), Billy Wilder

             É impossível escolher uma cena deste filme, todas elas são indispensáveis para esta comédia genial, com os diálogos mais hilariantes de sempre. Mas escolho esta porque gostei tanto da mudança do ambiente romântico, mas ainda com algumas particularidades cómicas, para o ambiente completamente disparatado e fantástico através de um simples e enérgico raccord.
Tony Curtis has said that he asked Billy Wilder if he could imitate Cary Grant for his stint as the millionaire in the movie. Wilder liked it and they shot it that way. Apparently, Grant saw the parody of himself and stated, "I don't talk like that."
[tem piada, eu também notei! deixa lá Cary, you make it look so charming!]

You done it again Billy!

Nosferatu's

A Lauren Bacall disse:
“Yes, I saw Twilight - my granddaughter made me watch it, she said it was the greatest vampire film ever. After the ‘film’ was over I wanted to smack her across her head with my shoe, but I do not want a (tell-all) book called Grannie Dearest written on me when I die. So instead I gave her a DVD of Murnau’s 1922 masterpiece Nosferatu and told her, ‘Now that’s a vampire film!’ And that goes for all of you! Watch Nosferatu instead!”

E eu digo, vejam o Nosferatu do Pierre Étaix!
Mas não estou de qualquer maneira a diminuir o Nosferatu original, o de Murnau. Até porque para continuar nesta onda de Halloween amanhã é precisamente esse o filme que vou ver.

Este Nosferatu de Pierre Étaix é do Tant qu'on la Santé, um espéctáculo de variedades num filme e este "conto", em que um homem para curar a sua insônia lê um livro de vampiros que o acaba por assombrar e a nós nos acaba por fazer rir, é simplesmente fantastique. Mas hoje foi dia de outro Étaix, Pays de Cocagne!
E só por ser diferente dos outros da sua carreira não foi por isso que deixei de gostar. É um filme cómico e trágico de ver. Afinal, onde foram todas aquelas convicções e príncipios do Maio de 68 naquela França? Mas tenho de admitir que o meu momento preferido foi no início, um momento clássico à Pierre Étaix. O Monsieur Étaix fala connosco num prólogo em que é, literalmente, atacado pelos 40 mil metros de película de 16mm que foram precisos para fazer este filme!

Wednesday, 27 October 2010

Le cinématographe de Boris Vian

Quand j'avais six ans
La première fois
Que papa m'emm'na au cinéma
Moi je trouvais ça
Plus palpitant que n'importe quoi
Y avait sur l'écran
Des drôl's de gars
Des moustachus
Des fiers à bras
Des qui s'entretuent
Chaqu' fois qu'i trouvent
Un cheveu dans l'plat
Un piano jouait des choses d'atmosphère
Guillaum' Tell ou l'grand air du Trouvère
Et tout le public
En frémissant
S'passionnait pour ces braves gens
Ça coûtait pas cher
On en avait pour ses trois francs

Belle, belle, belle, belle, comm' le jour
Blonde, blonde, blonde, blonde, comm' l'amour
Un rêve est passé sur l'écran
Et dans la salle obscurément
Les mains se cherchent, les mains se trouv'nt
Timidement
Gare, gare, gare, gare, la revoilà
Et dans la salle plus d'un cœur bat
La voiture où elle se croit en sûr'té
Vient de s'écraser par terre
Avec un essieu cassé
Le bandit va pouvoir mettr' la main
Sur le fric, c'est tragique
Non d'un chien
C'est fini, tout s'allume
A mercredi prochain

Maintenant ce n'est
Plus mon papa
Qui m'accompagne au cinéma
Car il plante ses choux
Là-bas pas loin de Saint Cucufa
Mais j'ai rencontré
Un Attila
Un moustachu un type comme ça
Il ador' aller le mercredi
Dans les cinémas
Bien sûr c'est dev'nu l'cinémascope
Mais ça r'mue toujours et ça galope
Et ça reste encor' comme autrefois
Rempli d'cov'boill's sans foi ni loi
Et de justiciers qui vienn'nt fourrer
Leur grand pied dans l'plat

Gare, gare, gare, gare, Gary Cooper
S'approche du ravin d'enfer
Fais attention pauvre crétin
Car Alan Ladd n'est pas très loin
A cinq cents mètres il log' un' balle
Dans un croûton d'pain
Gare, gare, gare, gare, pendant c'temps-là
Je sens qui m'serr' dans son grand bras
Le fauteuil où je m'croyais en sûr'té
N'empêche pas cett' brut' d'essayer
De m'embrasser
J'ai pas vu si Gary s'rait gagnant
Mais comm' c'est l'cinéma permanent
Mon chéri rappell' toi on est resté un an
Et on a eu beaucoup d'enfants.
Uma ida ao cinema segundo (os filmes de) Woody Allen
Podia pôr aqui um milhão de imagem dos filmes do meu Woody tão grande é a paixão dele pelo cinema, mas escolhi estas.
Estou é a precisar de uma grande dose de Woody Allen.

Saturday, 23 October 2010

Down by Law (1986), Jim Jarmusch
Acho que esta frase diz muito sobre o filme. A voz tenebrosa de Tom Waits, a extravagância de Benigni e o ar mafioso de John Lurie. Tudo isto naquela cidade e mundo fantasma irreconhecícel e praticamente criado por Jarmusch. Juntem-lhe umas cenas tão intensas e memoráveis e uma forma de filmar tão verdadeiramente fantástica e temos um filme inesquecível.

Friday, 22 October 2010

Jour de fête!

Isto foi a minha Festa do Cinema Francês este ano, com muitas cores bonitas e muito Pierre Étaix! Como a minha Yashica anda chateada comigo algumas saíram desfocadas, mas pronto, vou ver se fazemos as pazes em breve. Verdade seja dita que o blogger também tira um bocado a qualidade das fotografias... desculpas! Mas aqui estão, desfocadas ou não, foi a minha festa, e o meu cinema francês!
P.S: Eu sei como é díficil encontrar fotografias do monsieur Étaix no google mas se quiserem usar as minhas para qualquer propósito please ask first!
(clickar nas fotos para melhor definição!!)







Thursday, 21 October 2010

Brune/Blonde

Des brunes et des blondes à la Cinemathéque Française. Eu cá estou do lado das brunes!





Do gentlemen really prefer blondes?

Tuesday, 19 October 2010

Elaine's (Go Bored to Death!)

Já não chegava o Antoine Doinel, agora estava a ver o primeiro episódio da nova temporada de Bored to Death e aparece-me isto...
Hmmm... Já sinto a música de Gershwin em Manhattan..
Um episódio a day de Bored to Death sure makes life happier!