Sunday, 6 June 2010

Je te mépris

"Le Mépris" c'est l'histoire d'un malentendu entre un homme et une femme. Il y a des moments de la vie où quelque chose définitivement se casse. Il n'y a pas la faute d'un ou d'autre. Pourtant, chacun on pourrant sentir souffrance, amertume et regrette.

Godard dans Godard et Bardot (1964), Jacques Rozier

Acho que cheguei àquele ponto em que amo tudo o que vejo do Godard.
Esta frase de Godard explica tudo o que Le Mépris é. Todo o sentimento, toda a tragédia e amargura que está presente no filme, todo o despreso. Tudo tão bem orquestrado por Godard ao som da música linda de Georges Delerue.
Nunca o amor ao cinema francês soube tão bem e tão trágico.

GAINSBOURG ET GAINSBOURG!

Nasceu uma nova paixão: Serge Gainsbourg.
Após não conseguir parar de ouvir as músicas do senhor Gainsbourg agora só quero ver filmes em que ele entra como actor ou que realizou. Mas encontrá-los vai ser vraiment un cauchemar!
Alguém me quer recomendar algum filme com ele? Todas as opiniões são bem-vindas e se me quiserem emprestar ou sacar os filmes ainda melhor!

Dois já me saltaram à vista, o musical Anna, com a princesse Anna Karina, e o filme Slogan com Jane Birkin.
Fica aqui o trailer de Slogan para quem estiver interessado:

Saturday, 5 June 2010

CINEMANIA



Um documentário para todos os cinéfilos. Quando o amor ao cinema se torna no que chamam uma "neurose". Pessoas que não estabelecem quaisquer relações sociais e que chegam a ver 5 filmes por dia. O que é surpreendente é que não percebo o mal assim tão grande nisto tudo e defendo a 100% a frase dita no fim do vídeo por um dos "cinemaniacs": "What I always argued was that there was no reason why reality should be privileged. You know, who would want to live in this reality ?"

Saturday, 29 May 2010

Moleskine passions: vive le cinéma!


A minha linda prenda de anos é esta juntamente com o livro Conversations with Woody Allen do Eric Lax e o pack As Aventuras Antoine Doinel. E depois vai vir Fellini, Godard, Hitchcock... tudo e até Little Britain USA!

Sunday, 23 May 2010

Why is life worth living?




Another Woman (1988), Woody Allen
O meu primeiro drama do meu querido Woody. E se gostei. Seja num drama inspirado em Bergman, ou numa comédia com momentos à la Chaplin, está para vir o dia em que Woody Allen me desilude.
A paixão, o desespero e o poder das personagens, a genuinidade dos sentimentos, a tragédia inevitável, a arte e a música a denunciar o vazio e a aflição de Marion e da "outra mulher". É Allen a deitar os seus sentimentos cá para fora, e mesmo ele que diz que a vida é uma experiência dolorosa acaba por nos dar um pouco de esperança no fim.


Woody Allen é a melhor cura para a depressão, qual chocolate e quais comprimidos! Lembram-se daquela cena em Manhattan quando Isaac Davis, a personagem de Allen, começa a recapitular as razões que fazem a vida valer a pena? Pois bem, Woody Allen está bem lá em cima nessa lista.

Saturday, 22 May 2010

How to become an Hitchcock fan


Este é um filme de quando Hitchcock ainda tinha o cabelo preto e uma barriguinha mais pequena. Apesar de não se puder considerar um dos primeiros filmes, uma vez que ele já tinha feito vários antes, este filme, para mim pelo menos, é a da sua fase inicial. Dos poucos filme que já vi de Hitchcock (Vertigo e The Man Who Knew Too Much) posso dizer que, na minha opinião, ele guardou o melhor para o início.

Suspicion é uma verdadeira obra de arte.

O filme balança entre a música animada e a música de suspeita. A banda sonora torna-se assim essencial no compreender do filme (talvez por isso tenha sido nomeada com um Óscar em 1942). Suspicion está constantemente na corda bamba e quando pensamos que percebemos o que se está a passar lá vem outra explicação que nos mete em total suspeita. Este suspanse é alimentado, também, pela excelente performance de Cary Grant que passa tão facilmente de marido dedicado e apaixonado a um assassíno com os seus objectivos e capaz de fazer o que for preciso para os atingir. Como título diz, Suspeita em português, o próprio espectador deixa de ser um mero observador para passar a ser um juíz da história que tem as suas suspeitas, mas tal como a personagem de Joan Fontaine, sem nunca as confirmar. Via-se bem na sala de cinema da Cinemateca como o filme é tão "envolvente", pois à medida que o filme avançava ouvia os meus "colegas de cadeira" a lançarem julgamentos com os tão habituais suspiros e "pfffft".

Esta dicotomia é acompanhada ainda de outra: a do romance e do policial. O filme que, no início, se mostra tão romântico e bonito que até faz esboçar uns sorrisos, à medida que avança começa a pôr o espectador do lado defensivo, sempre com cuidado de esboçar um sorriso demasiado grande com medo de ser enganado.

E claro, a mestria do realizador não é alheia a nada disto. Já estamos habituados à atenção aos detalhes que Hitchcock tem e à sua capacidade fantástica de contar uma história deixando, literalmente, "o espectador agarrado à cadeira". Note-se só uma cena em que Hitchcock pôs uma luz no copo de leite que a personagem de Cary Grant levava, constrantando a personalidade sombria de Johnnie e a branqueza do leite, talvez envenenado.


Johnnie Aysgarth: If you're going to kill someone, do it simply.

Tuesday, 18 May 2010

My name is Lt. Aldo Raine

Ai por favor vejam isto.
É incrível o numero de imitações que existem no YouTube, mas este rapazinho (charmoso) do Reino Unido chamou-me a atenção. Não sou uma enorme fã de imitações, simplesmente não me atrai, mas no canal dele têm um vídeo com uma compilação de várias imitações: Captain Jack Sparrow, Stewie Griffin, Christopher Walken e a muito interessante do Joker, entre outras.
Mas esta, por aquele bigodinho falso e por ser uma imitação duma personagem da gloriosa película de Tarantino merece destaque. Agora era giro é ver uma da personagm do Christopher Waltz, Hans Landa.

Monday, 17 May 2010

Oh Belmondo

Estas dias têm sido de sonhos com Belmondo, Godard e Karina.
Jean-Paul Belmondo entre estátuas numa entrevista de 1961:

Sunday, 16 May 2010

Je suis complétement folle par Pierrot Le Fou

Pierrot Le fou (1965), par Jean-Luc Godard
Uma pintura a três dimensões, com o seu azul e vermelho, o amor de perdição e de traição, os americanos e os franceses, o cinema, Anna Karina, Belmondo, Godard. La Nouvelle Vague.
Merveilleux!

Sunday, 2 May 2010

Saturday, 1 May 2010

MAD WOMAN

Estou irritada. Estou mais do que irritada.
Quero ver Mad Men mas a estupída da box nunca grava o episódio todo e fico sempre com menos 5 minutos, e agora não posso ver, porque quero saber o que acontece! Ou posso sempre gastar 25 euros a comprar a série toda quando já só me faltam uns 5 ou 6 episódios. OPA, OPA, OPA, OPA, OPA! Depois ainda dizem que o youtube tem tudo, nem UM episódio de Mad Men. IRRITADA!

Wednesday, 28 April 2010

A French Twist



Está-me mesmo a apetecer um filme francesinho. O que se segue: Le Mepris.
E este editorial da Vogue US de 2004 fotografado por Annie Leibovitz só aguça o apetite. Está simplesmente parfait. (Note-se ali o senhor Depardieu e o Garrel... hmm Garrel, já lá vão uns tempos!)

Sunday, 25 April 2010

My very first Fellini


Amarcord (1973), Frederico Fellini
Ver um filme do Fellini é como ouvir uma conversa no metro. Não percebemos bem tudo, mas dá um gosto incrível ouvir e imaginar do que é que estão a falar. Foi algo completamente novo e bastante bem-vindo. Aquele imaginário alternativo acompanhado pela música fantástica de Nino Rota, os cenários de uma atmosfera Fellinesca, as personagens mais memoráveis de sempre e aqueles cenas perfeitamente sincronizadas numa dança hipnotizante ficarão para sempre na minha cabeça. Agora não sei muito bem que dizer, mas que venham mais do Fellini!
(Só me irritou depois do fim do filme de me aperceber que o vi em inglês, porque alguma estupida configuração do dvd assim o decidiu. Mas pronto, na verdade não foi assim tão incomodativo, mas depois voltarei a ver em italiano. Viva Itália!)

Friday, 23 April 2010

Mad dogs and Englishmen



Preciso de conselhos meus sábios cinéfilos! Depois de ver este vídeo do grande britânico Jeremy Irons a cantar numa homenagem a Noel Coward, fiquei com uma curiosidade tão aguçada de ver mais deste actor que nem se imagina.
Por isso digam-me de vossas justiças, recomendem e recomendem e não se acanhem com recomendações da BBC, pois essas são sempre as melhores.
E viva os britânicos! A minha costela britância às vezes fala mais alto, e hoje só me apetece fazer uma maratona de Yes, Minister e de filmes da Jane Austen.

P.S: Note-se na imagem o senhor Jeremy Irons a entrar no concerto de martini na mão e cigarro com boquilha. Quitessentially british!