Wednesday, 10 June 2009

One can dream

Dia 25 de Junho vai ser uma quinta-feira bem merveilleux. Vou muitíssimo bem acompanhada ao Instituto Franco-Português (onde quer Deus vou estar para o ano a aperfeiçoar o meu français) ouvir Alex Beaupin, entre outros ilustres. Mas não é só isso que vai tornar o meu dia tão especial, mas sim porque nesse mesmo dia estreia o filme Coco Avant Chanel. Oui, oui, finallement!
Se não me engano, no Verão passado vi na internet a notícia "Audrey Tautou vai fazer um filme sobre Coco Chanel". Já por si, rever a Audrey Tautou já é uma notícia digna de um pulo mas quando soube que era num filme sobre a Coco Chanel, bem.. digamos que tive pena dos meus vizinhos de baixo. No entanto, com tantos filmes e séries que andam a vir ao de cima sobre Coco Chanel este projecto poderia perder um pouco a importância, mas cá para mim, Coco é Coco. Chanel é a minha segunda pele imaginária. Quando folheio as páginas da Vogue e me deparo com criações Chanel o meu entusiasmo é colossal, especialmente quando veio a já classica mala 2.55 da Chanel. Mon dieu, mon dieu.
E por uns minutos neste blog deu-se uma combinação de duas paixões desta pessoa: cinema e moda. Duas grandes paixões e tão diferentes. Digamos que acho que me entrego e me integro mais na área da 7ª arte, mas a moda é sim a minha segunda pele. Acho que é assim, mas que sei eu?

Esta Audrey lembrou-me outra Audrey...
Ao ver um filme da senhora Hepburn sinto o mesmo entusiasmo que Holly Gollightly sentia ao entrar na Tiffany's. Audrey é sim um nome de elegância. Vou usar este nome como nome profissional, quando andar a escrever e a realizar os meus filmes, hmm...
Já me disseram que tenho uma visão muito romântica da vida.

Thursday, 4 June 2009

Foux du Fa Fa

Isto é um verdadeiro ataque de boa disposição. Baguette! Supermarché!

Bonne nuite!

(vamos ver se me mantenho acordada para ver Office)

red light














Por aqui anda luz vermelha para o descanso e para o prazer. A rotina tomou conta de mim, e o trabalho parece nunca mais acabar. Pois bem, este fim-de-semana vou fazer uma mini greve e esta cinéfila vai voltar às suas divagações.

Bonjour!

Foto tirada por Ritha
Não usar sem permissão

le caméléon

Fala-se no diabo...
Johnny Depp está de volta para nos voltar a encantar com as suas unicas interpretações. É um dos melhores actores de sempre, se não o melhor. E não digo isto de ânimo leve. Ninguém interpreta tão bem personagens tão diferentes. Melhor que ele só o cameleão.

E portanto, na edição deste mês da Vanity Fair (que tem sempre as fotos mais belas de sempre), apresento-vos Johnny Depp fotografado por um dos meus fotografos preferidos, François-Marie Banier!
http://www.vanityfair.com/

Thursday, 28 May 2009

today's discovery

MUDE.

Ver todos aqueles sonhos de tecido que eu apenas tinha o prazer de ver em revistas e em livros ao vivo, fui como descobrir água no deserto. Parecia que estava num conto da Disney. Falo aqui da moda, mas sendo o Museu da Moda e do Design, também o design me transportou para décadas atrás e me estimulou a imaginação. Com peças unicas e com ainda mais para vir (como também novos espaços), apesar da sua pequena dimensão (que está a ser alargada), isto vem alimentar as mentes famintas dos criativos portugueses.

Como o cansaço é muito e talvez comece a exagerar nos adjectivos, apenas digo: um pequeno passo para a Humanidade, um grande passo para Portugal.

Thursday, 14 May 2009

Animação de uma semana cansativa

Tenho andado tão ocupada que nem tenho estado a par do que tem estado no cinema. Pois bem, hoje fui-me informar e já tenho 3 propostas muito aliciantes:
Married Life

Pranzo di Ferragosto
e apercebi-me que hoje mesmo estreou um filme que a Joanica já me tinha falado, e que estou mais do que curiosa de ver:
Chacun son cinéma

Friday, 8 May 2009

l'histoire d'amour entre un homme et de la musique













O título diz tudo. Um filme em que podemos ver expostas as relações humanas, mas no fim de contas, mostra-nos o amor incondicional, e ao mesmo tempo desagradecido, entre um homem e a musíca.

De battre mon coeur s'est arrêté

Thursday, 7 May 2009

and misdemeanors

Woody Allen surpreende-me sempre pela positiva e desta vez não foi excepção. Com o dia-a-dia atarefado nunca encontro o tempo para acabar de ver os packs deste senhor, mas finalmente consegui arranjar tempo e deliciei-me com este filme. Ai já tinha saudades, admito.
Sorte a minha que estou quase a fazer anos, pack woody allen volume 5, here he comes!
Falta-me as palavras (como sempre) e vou deixar o vídeo falar por si:


crimes

Halley Reed: What you doing with a copy of "Singing in the Rain"?
Clifford Stern: It's the one print that i own. It's a very good 16 mm print. I play it every couple of months to get my spirits up.
in Crimes and Misdemeanors


Quem nunca se sentiu minimamente feliz por ter alguma pequena coisa em comum com o alter-ego do seu ídolo (ídolo, soa tão mal) atire a primeira pedra.

Monday, 4 May 2009

Ritha dans le Indie Lisboa: Jour TROIS, et le dernier

O ultimo dia foi de Crítico.

E que maneira mais perfeita de acabar. Fiquei completamente colado ao ecrã e posso dizer com toda a segurança que este é bem capaz de ser o melhor documentário que já vi (apesar de não conhecer assim tanto nesse género cinematográfico).
Este documentário não serve para defender os críticos e mostrar-nos tudo de bom que a crítica de cinema traz. Mas também não é um documentário que ataca os críticos e os seus (por vezes) precipitados julgamentos. É um documentário que nos mostra a realidade. The good, the bad and the ugly.


Com testemunhos de críticos, actores e realizadores, nós conseguimos ver a crítica de cinema de todas as perspectivas, e não apenas de uma. Vemos como os críticos por vezes são muito injustos com um filme ou realizador por fazerem como as ovelhas e "seguirem o rebanho"; vemos como se torna, por vezes, difícil distanciar-se dos sentimentos que se geram após conhecer certos cineastas, e que é uma profissão que envolve o poder de esquecer isso tudo; vemos como as críticas por vezes ensinam os cineastas, e tanto tanto mais. Se continuasse aqui a enumerar todas as perspectivas que o documentário demonstra, além de estragar a surpresa para futuros públicos, nunca mais acabava.

No fim de contas, a "teoria" que mais me tocou e com qual a mais me identifiquei foi a que pode ser simplificada na tal frase de Oscar Wilde: "toda a crítica é uma auto-biografia". Não só por ser uma frase do Sir Wilde é que concordo, mas sim porque (pelo menos para mim) é uma verdade tão pura como a água. Cada crítico tem a sua interpretação de cada filme, e no fundo é um reflexo da sua personalidade. Eles por vezes até notam em coisas que nem os próprios realizadores tomaram conta. A crítica (once again, para mim) tem como base a análise, e não dizer o que podia ter sido um filme e criticar ferozmente um filme que não consideram tão bom, e ficar feliz por terem esse poder. Se acham mal, pois bem, dêem argumentos e não se limitem às ofensas que aprendemos aos 5 anos: "não gosto porque não gosto". (Isto tudo, é em parte uma reflexão do que vi no documentário, após ter a minha opinião bem consolidada).

De entre os vários testemunhos apareceram muitas "boas pessoas" como Gus Van Sant, a voz de David Lynch e muitos mais, mas a memória já apagou esses pequenos pormenores. Do meu ponto de vista, eram todos "boas pessoas" pela maneira que me entreteram e ensinaram.
A meio de cada conjunto de testemunhos apareciam cenas de filmes antigos (penso eu), como que iniciando uma nova perspectiva no documentário. Essas mesmas cenas levavam a algumas reflexões (mas não os vou chatear com tal).

Digo desde já que fiquei bastante admirada com o cinema brasileiro após este documentário, e que nem deixem preconceitos impedi-los de ver este filme!
Ah mas não se diga que este filme é apenas brasileiro. É americano, é espanhol, é françês, é brasileiro, é americano. É de todo o Mundo.

Pois bem, assim acabou o Indie Lisboa, que para mim foi uma delícia.

Como disse Tom Tykwer (apesar de não me lembrar bem das palavras certas):

"No fim, tens de deixar um filme ser por si próprio"

Friday, 1 May 2009

Ritha dans le Indie Lisboa: Jour DEUX

Hoje foi dia de La belle Personne.

A companhia não podia ter sido melhor: o cafézinho Joanica, a simpatia da amiga da Joanica (a pessoa descoberta do dia), e, claro, a minha fiel irmã.

Lá houve uns problemas com os bilhetes, pois aparentemente estavam esgotados, mas na volta haviam uns reservados que não tinham sido levantados, e no fim da sessão reparei que ainda haviam uns lugares vazios (brrrr.).

Mas depois de bem acomodadas nos nossos banquinhos, naquela sala lindíssima do Cinema City Alvalade, o filme começou.
La Belle Personne.
É uma história de amor no seu estado mais doentio. Uma rapariga muito reservada, Junie, muda-se e passa a frequentar a mesma escola que o seu primo, em Paris. Lá conheço um grupo de amigos muito peculiar, cada um com as suas histórias e cada um com os seus segredos. Um deles, Otto, apaixona-se por Junie e apesar de começarem a ter uma relação, Junie não mostra muito interesse em Otto, mas mostra-se muito interessada no seu professor de italiano, Nemours, e o sentimento é recíproco.

Ao início, nos primeiros 5 minutos, encontrei-me muito confusa para conseguir acompanhar a história porque estava a ver se acompanhava as legendas em inglês ou as em português. Lá foi pelas inglesas, bastante mais fáceis de acompanhar.

Voltando ao filme em si, digo-vos que me interessou bastante. É uma história digna de análise, e cada passo de cada personagem era mais sagaz que o outro. Mostra-nos como o amor nos pode levar à locura, passando a linha entre a sanidade e insensatez. Não me apaixonei, mas gostei.
No fim do filme lá preenchemos aqueles papeis para avaliar o filme de 1 a 5, que como eu disse à Joanica, me fazem sentir muito importante. Até parece que a minha opinião conta!
Não sei que mais dizer, apenas que ir ao Indie Lisboa é um verdadeiro prazer para qualquer cinéfilo a expandir os orizontes.
E seguem-se mais dois dias.


Ah! E a Joanica trouxe-me o Dans Paris para eu ver! Hurrray!

Thursday, 30 April 2009

BRITERICA!












Quando vi o poster do filme "In The Loop" a primeira imagem que me veio à cabeça, da mesma maneira que o primeiro pensamento de um rato quando pensa em queijo é "yumi", foi a do poster de "Burn After Reading".
Mas não é só os poster que estes filmes têm comum. Não, não são os realizadores, uns americanos e o outro britânico. E aqui a diferença das nacionalidades é evidente, um filme é americano o outro é britânico. O que têm em comum é a história, o fundo da questão que analisam.
Não posso falar muito, pois apenas ainda me pude contentar com o trailer do "In The Loop", no entanto, é óbvio que o alvo desta história é o governo, o poder que está acima de nós e que tantas vezes faz de Deus com as nossas vidas, mais especificamente o governo britânico e o americano.
Há um grande desentendimento entre estas duas potências e uma guerra está iminente. Mas no meio disto (e com a ajuda do trailer) ficamos a pensar, mas o que é que se passa aqui? É uma confusão. E com este filme, como constatamos na realidade, chegamos a uma simples conclusão: ninguém sabe o que está a fazer, nem o que tem de fazer.
E aqui está a parecença evidente com o "Burn After Reading". Tantos criticos e tantos espectadores disseram que o referido filme dos Coen retratava a vida americana, e a maneira dos americanos viveram. Pois eu acho que não, eu acho que retrata não a América mas o Mundo. Ambos os filmes expoem a clara realidade e a penosa verdade: estamos todos perdidos, e estamos a ser guiados por outro bando deles, mas com uma diferença, eles têm o poder.


Acabo esta reflexão como o chefe da CIA no "Burn After Reading":
CIA Superior: What did we learn, Palmer?
CIA Officer: I don't know, sir. CIA Superior: I don't fuckin' know either. I guess we learned not to do it again.
CIA Officer: Yes, sir.
CIA Superior: I'm fucked if I know what we did.
CIA Officer: Yes, sir, it's, uh, hard to say
CIA Superior: Jesus Fucking Christ.



Esta coincidência entre os dois filmes pode ser traduzida nesta frase do grande Oscar Wilde:
"We have really everything in common with America nowadays, except, of course, language."

what's your venus?

"Blanche e Mary eram da mesma estatura, altas e direitas como álamos. Mary, demasiado magra para a altura, não chegava à irmã, que tinha um corpo de deusa."
in Jane Eyre de Charlotte Bronte
Enquanto penetrava num mágico século XIX, no livro de Charlotte Bronte, deparei-me com esta frase que imediatamente chamou a minha atenção. Aqui podemos ver a grande alteração que houve nos padrões de beleza, o que me entristece por completo. Não me querendo prolongar, recentemente ando-me a debater muito com este tema, e tenho uma pergunta para vossas excelências:

O que consideram mais belo, no verdadeiro sentido da palavra, uma deusa à antiga Grécia como Vénus ou as deusas do século XXI como Kate Moss e tantas outras?

Vénus no cinema a tomar atenção (já vai para a longa lista de alugar):
*Venus
*Meeting Venus
e ainda a série francese Vénus & Apollon



Ah, e estou a gostar bastante do meu livrinho (que realmente não é meu) de Charlotte Bronte.