Tuesday, 5 July 2011
Sous le ciel de Paris (1950), Julien Duvivier
À Paris, de l'aube à la nuit, les destinées d'une demi-douzaine de personnages se croisent ; de ces rencontres auront des conséquences diverses, heureuses ou tragiques.
Que maneira excelente de começar um filme. Quase me emocionei com esta paisagem de uma Paris noctívaga a preto e branco, com uma música de embalar à francesa e os susurros do narrador que vai dizendo Paris dort... Este filme chegou para me deixar com uma vontade incontrolável de querer ver tudo e mais alguma coisa de Julien Duvivier.
Monday, 4 July 2011
Les Vacances de Monsieur Hulot restauré
Esta é a minha nova aquisição, de ver e chorar e por mais. Este livrinho sobre a restauração do Les Vacances de Monsieur Hulot foi uma prenda de anos da minha irmã. Não só me imprimiu e encadernou o livret que a Fondation Groupama Gan atenciosamente disponibiliza na internet (aqui) como fez uma capa personalizada, com o fato de banho, o cachimbo e a raquete tão característicos do Monsieur Hulot. Isto de ter irmãs artistas é muito bom. Se quiserem ver mais trabalhos dela (que bem valem a pena) aqui está: http://cargocollective.com/martamirtilo/.
Sunday, 3 July 2011
Fais pas ci, fais pas ça
É fantástico como os grandes realizadores se preocupam inteiramente com toda a experiência de ver um filme, chegando mesmo a dirigir tanto os projeccionistas como os espectadores. Já dizia a personagem de Woody Allen em Annie Hall, Alvy Singer, que não entrava na sala para ver o filme porque já tinham passado uns minutos do seu início. Nós, cinéfilos, somos uma raça com as suas manias.
Aqui ficam alguns exemplos:
Carta de Kubrick aos projeccionistas com instruções para a projecção de Barry Lyndon
Masculin, Féminin de Godard
Poster de Psycho que diz:
The manager of this theatre playing Psycho has been instructed, at the risk of his life, not to admit anyone after the picture has started.
Any spurious attempts to enter by side doors, fire escapes or ventilating shafts will be met by force. The entire objective of this extraordinary policy, of course, is to help you enjoy PSYCHO more.
Hitchcock para se assegurar que os espectadores estavam nas salas de cinema logo no início do filme, fez passar uma gravação no foyer dos cinemas com uma música que era ocasionalmente interrompida para dizer "Ten minutes to Psycho time", "Five minutes to Psycho time".
Friday, 1 July 2011
Wednesday, 29 June 2011
Friday, 24 June 2011
Gregory Peck reads Rebecca Black's "Friday"
Não sei porquê mas esta gente gosta muito de brincar com a voz do Gregory Peck.
O que tu queres sei eu
Thursday, 23 June 2011
Psycho
Após tantas visualizações da cena da banheira, é incrível como continua a ter o mesmo impacto como se fosse a primeira vez. Num preto e branco assustador, Psycho foi capaz de me pôr agarrada à almofada nervosamente à espera do próximo passo de Norman Bates. Tal como em Suspicion, a realização do mestre mexe com o medo do espectador como nunca. Tantas cenas podiam ser mencionadas (ou simplesmente aquela casa assombrosa) mas eu escolhi esta, a cena quando o inspector Arbogast vai à tal casa. O enquadramento plongé, a música de Bernard Herrman (para mim a melhor alguma vez feita para Hitchcock) e a demência de Norman Bates, tornam esta cena, para mim, na mais assustadora do filme (e isso é dizer muito!).
Os pequenos pormenores, a realização engenhosa e uma visita à psique humana única são os aspectos que já seriam de esperar e evidentes em todos os filmes hitchcockianos. Porém, sempre achei que os filmes de Hitchcock acabavam de forma muito abrupta (com excepções, como Suspicion que, consta, não acabou assim por vontade de Hitchcock), mas aqui parece que o fim deixou de ser uma simples forma de conclusão para se tornar em algo mais, num momento essencial ao filme, sem o qual este não teria sido o mesmo, acabando mesmo por adicionar algo de novo e perturbante. Mantendo o tom do filme, aquele fim, tanto graças a Hitcock como a Anthony Perkins, arrepiou-me, e com certeza não fui a única.
Monday, 20 June 2011
From Bourdain to Fellini
Já não chegava ser o chef mais cool de sempre, com um programa genial que vai muito além da gastronomia, agora Anthony Bourdain fez um episódio em Roma, na Roma de Fellini, onde ele é o Mastroianni em Otto e Mezzo (8 1/2). Isto é de deixar uma pessoa a salivar, entenda-se, não só por causa da comida.
Subscribe to:
Posts
(
Atom
)

























