A única coisa que me apetecia agora era um filme com o Cary Grant. Este mês vai ser outra vez mais um mês Cary Grant. Hmmmmm.
Wednesday, 17 November 2010
Monday, 15 November 2010
I ♥ Vimeo
(Tenho um pressentimento que vou passar a pôr aqui todos os dias vídeos do Vimeo. Alguém me tire da frente do computador que não consigo parar!)
Saturday, 13 November 2010
Agora só quero mais Fellini. Segue-se La Dolce Vita. Esta cena. E a banda sonora de Nino Rota. Tudo e mais alguma coisa! É um circo, um daqueles sonhos de Fellini, que tem traços de comédia e de drama. O uso das sombras com o preto e branco. É auto-biográfico mas é Mastroianni que torna esta biografia tão autêntica. E este filme consegue a proeza de ser marcante não só pela cena inicial, como também pela final. Quer dizer, do que é que estou a falar? Não há uma única cena que não seja inesquecível. Não sei muito bem como me articular, mas quando se trata de Fellini é mesmo vêr para crer!
Wednesday, 10 November 2010
Sunday, 7 November 2010
Saturday, 6 November 2010
Tournée de Mathieu
Spending two days in a hotel doing interviews is not my goal. No, I could be with my kids. I could be making love. That's real life. Surprising my girlfriend, going to Lisbon for two days, you know, that's life. But I couldn't resist it. My two boys, who are 8 and 10 - I can't tell them one day that I refused to be the villain in a Bond movie.
(that's life indeed. bienvenue mathieu!)
Friday, 5 November 2010
Anna, Serge, Brialy

Anna (1967)
Esta noite os meus companheiros foram o Brialy, o Gainsbourg e a Anna Karina. Mas que bela companhia, numa viagem nostálgica, com baladas tão bonitas e uma história tão simples e triste. (não é um filme excelente, mas é uma fantástica companhia e tão bonito de se ver. notei alguns aspectos dignos de crítica mais construtiva, mas ainda estou demasiado encantada com esta viagem à minha França dos anos 60)
Thursday, 4 November 2010
Wednesday, 3 November 2010
Godard et Woody Allen
Este blog (http://parisvsnyc.blogspot.com/) é simplesmente o amor. Os pormenores parisienses e nova iorquinos.
E esta ilustração podia ser mais fantástica? É tão simples, mas adoro.
Godard e Woody Allen. Could it be any better? Je ne crois pas.
Monday, 1 November 2010
Sunday, 31 October 2010
Saturday, 30 October 2010
cinema + bigodes = JP Simões
[é de 2005 mas é tão bom encontrar estas coisas]
Depois de ler o fantástico Vírus da Vida:
O nome dos Belle Chase Hotel vem dum filme do Jim Jarmusch, o do Quinteto Tati remete para Jacques Tati. Qual é a tua relação com o cinema?
Não sei se isso será alguma coincidência. A referência ao Jacques Tati e àquela ideia dum tipo humano e dócil que se passeia no meio das estruturas burguesas e burocráticas sem encaixar muito bem no meio delas, sem que as estruturas o consigam estandartizar, é um lado curioso. É um lado que me fascina por existirem pessoas que conseguem criar uma dimensão individual que ultrapassa a social. É como se a social fosse uma espécie de metáfora grotesca da liberdade e responsabilidade pessoal. Quando começámos a fazer música para teatro, na ópera, tentámos fazer uma música mais fílmica. Acabou por não acontecer, acabámos por fazer canções e fazer canções com uma inscrição muito mais pessoal, mais dramáticas e com uma ironia menos brilhante e positiva que o Jacques Tati. A referência ao cinema traduz-se sempre por o cinema ser um depósito de imagens e de construções humanas. Portanto, quando falas em música, um gajo não se vai chamar dó maior porque gosta mais do dó maior, ou escala menor porque o seu trabalho tem muito mais a ver com acordes menores do que o resto. O universo tem sempre a ver com a imagem. Um título é uma sugestão. É fácil ligar isto ao cinema e o cinema ser um ponto de partida filosófico, histórico ou afectivo para o que se irá fazer.
Nos Belle Chase Hotel andavámos à procura de nomes, nenhum tinha a ver com cinema. Mas quando toda a gente se apercebeu da história que estava à volta desse hotel, houve um lado curioso, um lado mais ou menos consensual na capacidade sugestiva que esse nome tinha. Veio das imagens, da música à volta do filme, os actores eram músicos, temos ali uma data de ligações.
O que é que aconteceu ao teu bigode?
Sabes que os bigodes, com o tempo, começam a ficar cheios de sopa juliana, de caldo verde e a coisa começa a ficar pior. Quando me apareceu um cogumelo no bigode, tive que o cortar, porque estavam a nascer coisas que eu já não queria no bigode. Equívocos cogumelos nasceram do meu bigode, e deixei de me dar tão bem com ele. Corria o risco de me transformar num bigode, e eu não queria de modo nenhum transformar-me num bigode. Não é que o meu amor-próprio seja enorme, mas há limites. E acho que tenho conseguido, o que é que te parece?
Eu acho que sim.
Obrigado, isso foi motivador.
Depois de ler o fantástico Vírus da Vida:
O nome dos Belle Chase Hotel vem dum filme do Jim Jarmusch, o do Quinteto Tati remete para Jacques Tati. Qual é a tua relação com o cinema?
Não sei se isso será alguma coincidência. A referência ao Jacques Tati e àquela ideia dum tipo humano e dócil que se passeia no meio das estruturas burguesas e burocráticas sem encaixar muito bem no meio delas, sem que as estruturas o consigam estandartizar, é um lado curioso. É um lado que me fascina por existirem pessoas que conseguem criar uma dimensão individual que ultrapassa a social. É como se a social fosse uma espécie de metáfora grotesca da liberdade e responsabilidade pessoal. Quando começámos a fazer música para teatro, na ópera, tentámos fazer uma música mais fílmica. Acabou por não acontecer, acabámos por fazer canções e fazer canções com uma inscrição muito mais pessoal, mais dramáticas e com uma ironia menos brilhante e positiva que o Jacques Tati. A referência ao cinema traduz-se sempre por o cinema ser um depósito de imagens e de construções humanas. Portanto, quando falas em música, um gajo não se vai chamar dó maior porque gosta mais do dó maior, ou escala menor porque o seu trabalho tem muito mais a ver com acordes menores do que o resto. O universo tem sempre a ver com a imagem. Um título é uma sugestão. É fácil ligar isto ao cinema e o cinema ser um ponto de partida filosófico, histórico ou afectivo para o que se irá fazer.
Nos Belle Chase Hotel andavámos à procura de nomes, nenhum tinha a ver com cinema. Mas quando toda a gente se apercebeu da história que estava à volta desse hotel, houve um lado curioso, um lado mais ou menos consensual na capacidade sugestiva que esse nome tinha. Veio das imagens, da música à volta do filme, os actores eram músicos, temos ali uma data de ligações.
O que é que aconteceu ao teu bigode?
Sabes que os bigodes, com o tempo, começam a ficar cheios de sopa juliana, de caldo verde e a coisa começa a ficar pior. Quando me apareceu um cogumelo no bigode, tive que o cortar, porque estavam a nascer coisas que eu já não queria no bigode. Equívocos cogumelos nasceram do meu bigode, e deixei de me dar tão bem com ele. Corria o risco de me transformar num bigode, e eu não queria de modo nenhum transformar-me num bigode. Não é que o meu amor-próprio seja enorme, mas há limites. E acho que tenho conseguido, o que é que te parece?
Eu acho que sim.
Obrigado, isso foi motivador.
Friday, 29 October 2010
Some like it Hot (1959), Billy Wilder
É impossível escolher uma cena deste filme, todas elas são indispensáveis para esta comédia genial, com os diálogos mais hilariantes de sempre. Mas escolho esta porque gostei tanto da mudança do ambiente romântico, mas ainda com algumas particularidades cómicas, para o ambiente completamente disparatado e fantástico através de um simples e enérgico raccord.
Tony Curtis has said that he asked Billy Wilder if he could imitate Cary Grant for his stint as the millionaire in the movie. Wilder liked it and they shot it that way. Apparently, Grant saw the parody of himself and stated, "I don't talk like that."[tem piada, eu também notei! deixa lá Cary, you make it look so charming!]
You done it again Billy!
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