Sunday, 5 September 2010

La Nouvelle Vague est partout!

La Mariée Était en Noir (1968), François Truffaut










Kill Bill Vol. 1 (2003) & Kill Bill Vol.2 (2004), Quentin Tarantino



São curiosas as várias influências de Tarantino na série Kill Bill. Além da óbvia homenagem aos filmes japoneses de artes marciais, este é um filme que, além da primeira vista, é muito influenciado pela Nouvelle Vague. O bip que nos dois filmes oculta o verdadeiro nome da Noiva é influenciado pelo Made in U.S.A de Godard onde acontece o mesmo com o marido da personagem de Karina. Além disso, a história de Kill Bill, uma noiva que se quer vingar e matar todos os responsáveis pela morte do seu marido no dia do casamento, é igual à do La Mariée Était en Noir, apesar de abordada de maneira diferente (claro). Pode não ser dos meus preferidos Tarantinos (principalmente o segundo volume) mas continua a ganhar pontos com estes pormenores.

Saturday, 4 September 2010

Women to the Power: Bardot et Hepburn


Brigitte Bardot
Voulez-vous danser avec moi? (1959), Michel Boisrond
Audrey Hebpburn
Charade (1963), Stanley Donen
How to Steal a Million (1966), William Wyler
É imediato para mim dizer que destes três filmes, os meus preferidos são os dois com a Audrey Hepburn, mas ver o filme Voulez-vous danser avec moi? , (que continua a ser fantastique) fez-me lembrar muito as personagens destes dois outros filmes. Um filme francês que bem podia estar ao lado dos clássicos americanos, com as suas mulheres "detectives" determinadas e, ao mesmo tempo, encantadoras.

Voulez-vous danser avec moi?

Bardot, a detective apaixonada, charmante e bailarina! A musica de Bob Martin, a dança com Dario Moreno, os cenários dignos da MGM, o mistério, o romance, e Bardot (muito antes do Le Mépris).








                                                      Coucou, Serge!

Wednesday, 25 August 2010

Deux de la Vague

JE VEUX LE VOIR, MAINTENANT. Duvido muito que venha para Portugal, mas os cinéfilos têm os seus meios.

MADE IN U.S.A (1966), GODARD

Maintenant, la fiction dépasse la réalite.






Nous étions dans un film politique... Walt Disney avec le sang.
Vous pouvez tromper le public, mais pas moi.
C'était le genre de jour de prendre une cámera et faire un film couleur.

Tuesday, 24 August 2010

Les Mistons de Truffaut



























Les Mistons o segundo filme de Truffaut, uma curta-metragem, é maravilhoso e intimidante, ao ver como alguém logo à segunda vez faz algo tão bom e tão marcadamente seu. A assinatura de Truffaut está por todo lado, e esta é possívelmente a minha curta preferida. A músiquinha a acompanhar a história.. é tudo um ambiente merveilleux. Vá, façam algo de útil e vão ao YouTube ver.

Thursday, 19 August 2010

Cléo de 5 à 7 (1962), Agnès Varda











Apesar de ter achado que faltava quelque chose ao filme, talvez um argumento mais desenvolvido, não sei, e de achar que as ruas de Paris de Varda não são tão belas e cativantes como as de Godard ou Truffaut, é inegável a beleza deste filme, da sua mágoa, principalmente ao ver stills e ao ouvir a música linda de Michel Legrand.














E a curta com Godard e Anna Karina é simplesmente... merveilleux. Je les aime!

Saturday, 14 August 2010

Mon Oncle (1958), Jacques Tati


Quero ir viver para a vilinha do Mr. Hulot na sua casinha a tocar esta música vraiment jolie do Franck Barcellini.

Thursday, 12 August 2010

NOIR

Ontem vi o Sunset Boulevard. Genial. *vénia a Billy Wilder*
E esta cena, e este plano, é simplesmente de louvar aos deuses. Este filme fascinou-me tanto pelo preto e branco tão brilhantemente usado, pelo argumento tão pessimista e genial e pela realização flawless com algumas das melhores cenas da história do cinema.

Masculin féminin: 15 faits précis

Tu as remarqué que dans le mot "masculin", il y a "masque" et il y a "cul"?
Et dans le mot féminin?
Il n'y a rien.

Monday, 9 August 2010

W.E

          Li hoje no jornal que a Madonna vai realizar o seu segundo filme, em Paris, sobre a história do Duque de Windsor Eduardo VIII que abdicou do trono para casar com Wallis Simpson. Ao mesmo tempo é sobre a história duma mulher que vive, hoje em dia, obcecada com esta história. É assim, eu odeio a Madonna. Mas esta história do filme, em Paris, bem podia ser eu. Sempre tive um fascínio por esta história de amor (e como alguns dizem uma história de manipulação por parte de Wallis). Damn Madonna, you stole my idea...

Sunday, 8 August 2010

Je ne suis pas infâme! ... je suis une femme.

Je veux le regarder encore une fois.       
   
     Este início vingativo e noir do Kill Bill Vol. 2 mata-me.

Friday, 6 August 2010

Marnie & Mark

Sim e como eu disse ainda faltava qualquer coisa (além do habitual argumento original e complexo e a banda sonora fantástica e palpitante de Bernard Hermann). As performances de Tippi Hedren e Sean Connery são apaixonantes e assustadoras, algo que tornou este filme em algo ainda melhor.
Sean Connery foi genial, tanto me assustava e incomodava como me fazia agarrar à almofada e suspirar (mais do que o habitual).

MARNIE






















Uma noite de Hitchcock sabe sempre bem como uma sopinha de canja (lá com muito café pelo meio!). Hoje foi Marnie (1964). Outra das muitas incursões bem sucedidas de Hitchcock ao subconsciente humano. Com uma história que continuava a abrir-me os olhos cada vez mais e a pendurar-me na cama à espera do próximo passo, esta é uma história entusiasmante sobre a mente e os traumas de infância e uma história de amor, um amor que por vezes até se torna assustador. É arrebatador, ainda por mais com aqueles planos hitchcockianos que tanto adoro (e que aqui postei alguns). Apesar de tudo e algo mais (wait for it) continuo a achar que Hitchcock acaba os filmes muito abruptamente. Não só neste, mas em todos os que já vi. Um pequeno "problema" em filmes cativantes e incrivelmente interessantes como os de Hitchcock que eu vou continuar a ver e apreciar.