Li hoje no jornal que a Madonna vai realizar o seu segundo filme, em Paris, sobre a história do Duque de Windsor Eduardo VIII que abdicou do trono para casar com Wallis Simpson. Ao mesmo tempo é sobre a história duma mulher que vive, hoje em dia, obcecada com esta história. É assim, eu odeio a Madonna. Mas esta história do filme, em Paris, bem podia ser eu. Sempre tive um fascínio por esta história de amor (e como alguns dizem uma história de manipulação por parte de Wallis). Damn Madonna, you stole my idea...
Sim e como eu disse ainda faltava qualquer coisa (além do habitual argumento original e complexo e a banda sonora fantástica e palpitante de Bernard Hermann). As performances de Tippi Hedren e Sean Connery são apaixonantes e assustadoras, algo que tornou este filme em algo ainda melhor. Sean Connery foi genial, tanto me assustava e incomodava como me fazia agarrar à almofada e suspirar (mais do que o habitual).
Uma noite de Hitchcock sabe sempre bem como uma sopinha de canja (lá com muito café pelo meio!). Hoje foiMarnie (1964). Outra das muitas incursões bem sucedidas de Hitchcock ao subconsciente humano. Com uma história que continuava a abrir-me os olhos cada vez mais e a pendurar-me na cama à espera do próximo passo, esta é uma história entusiasmante sobre a mente e os traumas de infância e uma história de amor, um amor que por vezes até se torna assustador. É arrebatador, ainda por mais com aqueles planos hitchcockianos que tanto adoro (e que aqui postei alguns). Apesar de tudo e algo mais (wait for it) continuo a achar que Hitchcock acaba os filmes muito abruptamente. Não só neste, mas em todos os que já vi. Um pequeno "problema" em filmes cativantes e incrivelmente interessantes como os de Hitchcock que eu vou continuar a ver e apreciar.
Hoje comecei a ver a genial série Bored to Death e não sei se já é mania da perseguição, mas as parecenças com o Antoine Doinel em Baisers Volés eram inegáveis e uma delícia.
Poor Dude. Tudo só por causa de um tapete. Apesar de não ser o meu preferido dos irmãos Coen, continua a ser fantástico. A história única e as personagens inesquecíveis, com as personalidades extravagantes, cómicas e exageradas. O mistério não só da história em si mesmo, mas do significado de tudo. Se alguém encontrar uma análise do filme digam-me! Oh boy the Coen brothers sure can make something nasty look so cool.
Apesar de não ter sido um dos meus preferidos é sempre bonito ver o Godard a fazer o papel do realizador meio doido e totalmente cómico e ao mesmo tempo trágico. A condenação da televisão e o amor trágico bem à Godard estavam presentes, mas o Godard mais recente, com menos tabus e menos Nouvelle Vague. Once again, foi muito bom na mesma vê-lo ali a falar connosco.
The Movie Of Your Life Is A Cult Classic Quirky, offbeat, and even a little campy - your life appeals to a select few. But if someone's obsessed with you, look out! Your fans are downright freaky. Your best movie matches: Office Space, Showgirls, The Big Lebowski
Uma das cenas mais cativantes da retrospectiva misteriosa e romântica da vida de Antoine Doinel que é o filmeL'amour en Fuite. É fantástico este close up, onde, simplesmente através das expressões faciais, reconhecemos logo o nosso Antoine Doinel e a sua personalidade única ao mesmo tempo que acompanhamos ansiosamente a história do seu "herói". Grande Jean-Pierre Léaud! Merveilleux!
Domicile Conjugal (1970), François Truffaut Costumo dizer que os cravos são as minhas flores preferidas (apesar dos vermelhos me parecerem muito "revolucionários). Agora quero ir comprar um cravo ao Antoine Doinel.