Wednesday, 16 June 2010

Love, love, love

O tópico deste meu post são aqueles filmes considerados muitas vezes comerciais e pirosos, aquelas comédias românticas do século XXI.

Hoje dei por mim a ver o You've Got Mail (1998) quando estava a passar na televisão e tenho de dizer que passei umas duas horinhas muito agradáveis! Aquele filme não conseguia deixar de me trazer um certo sentimento de nostalgia, lembrava-me as comedias românticas da época do Classic Hollywood. Aquele cenário nova-iorquino dos anos 90 com as casas de pedra com degraus e lindos vasos de flores e aquele romance que mete Pride & Prejudice pelo meio e uma história não propriamente original mas encantadora, não me pareceu a mim nada piroso. É daqueles filmes que nunca vejo de propósito mas que depois me surpreendem muito agradavelmente.

O filme (que é um meio remake de dois outros filmes: The Shop Around the Corner - 1940 - com o James Stewart, e In the Good Old Summertime - 1949 - com Judy Garland) provou, naquela altura, que os filmes da Era de Ouro de Hollywood ainda não tinham morrido. Não estou a dizer que é um filme de génio, nada disso. Mas é refrescante voltar a ver comédias românticas deste género, numa altura, agora, onde já é difícil encontrar um sinal do Classic Hollywood.

Da mesma maneira que temos Nova Iorque para You've Got Mail e When Harry Met Sally..., temos Seattle em Sleepless in Seattle, temos Londres em Bridget Jones e Paris em Julie & Julia (e ainda o mundial Love Actually). É tão raro eu ver estes filmes, mas admitam lá, não vos metem pelo menos um sorriso pequenino na cara?

A verdade é que os verdadeiros, os clássicos, vão ser sempre melhores, mas até sabe bem ver que ainda existe alguém que se lembra da época gloriosa de Hollywood.
É por isso mesmo que amanhã vou já ver os meus clássicos que me fazem tanta falta. Ai Cary... (Agora está-me mesmo é a apetecer uma screwball comedy!)

The Papervore by Pigeontain design's


Uma mesa de café que come papel e faz caras más. Agora já vi de tudo.
(Btw, isto existe mesmo. Viva o design inovativo!)

Friday, 11 June 2010

Kill Bill Vol. 1 (2003), Quentin Tarantino





APETECE-ME CORTAR UMAS CABEÇAS!

Ai o Tarantino e os seus escalpes, o seu cinema japonês de karaté e as suas musicas. Só mesmo ele para me fazer gostar de um filme onde há espadas japonesas e pessoas a voarem pela sala. É aquela capacidade de Tarantino e aquele je ne sais quoi.

P.S: Nas opções especiais do dvd vi uma entrevista a Tarantino onde ele dizia que deixou por um bocadinho o seu "guião de guerra" para escrever Kill Bill. Lá estão os Basterds.

Wednesday, 9 June 2010

Dead sharks

Um episódio de Glee onde se começa a cantar The Lady is a Tramp e a dançar de chapéuzinho na cabeça à la Frank Sinatra é um puro prazer, suficiente para me pôr entusiasmada que nem uma criança numa loja de doces (ou eu numa loja de doces!). Mas quando o Puck disse esta frase:

"I'm a sex shark. If I stop moving, I die."
claro que estão a ver no que pensei imediatamente.
Meus amigos cinéfilos adivinhem lá no que pensei.


Evidenment. Oh woody.
Apetece-me ver o Annie Hall pela 2402385495 vez.

Sunday, 6 June 2010

Je te mépris

"Le Mépris" c'est l'histoire d'un malentendu entre un homme et une femme. Il y a des moments de la vie où quelque chose définitivement se casse. Il n'y a pas la faute d'un ou d'autre. Pourtant, chacun on pourrant sentir souffrance, amertume et regrette.

Godard dans Godard et Bardot (1964), Jacques Rozier

Acho que cheguei àquele ponto em que amo tudo o que vejo do Godard.
Esta frase de Godard explica tudo o que Le Mépris é. Todo o sentimento, toda a tragédia e amargura que está presente no filme, todo o despreso. Tudo tão bem orquestrado por Godard ao som da música linda de Georges Delerue.
Nunca o amor ao cinema francês soube tão bem e tão trágico.

GAINSBOURG ET GAINSBOURG!

Nasceu uma nova paixão: Serge Gainsbourg.
Após não conseguir parar de ouvir as músicas do senhor Gainsbourg agora só quero ver filmes em que ele entra como actor ou que realizou. Mas encontrá-los vai ser vraiment un cauchemar!
Alguém me quer recomendar algum filme com ele? Todas as opiniões são bem-vindas e se me quiserem emprestar ou sacar os filmes ainda melhor!

Dois já me saltaram à vista, o musical Anna, com a princesse Anna Karina, e o filme Slogan com Jane Birkin.
Fica aqui o trailer de Slogan para quem estiver interessado:

Saturday, 5 June 2010

CINEMANIA



Um documentário para todos os cinéfilos. Quando o amor ao cinema se torna no que chamam uma "neurose". Pessoas que não estabelecem quaisquer relações sociais e que chegam a ver 5 filmes por dia. O que é surpreendente é que não percebo o mal assim tão grande nisto tudo e defendo a 100% a frase dita no fim do vídeo por um dos "cinemaniacs": "What I always argued was that there was no reason why reality should be privileged. You know, who would want to live in this reality ?"

Saturday, 29 May 2010

Moleskine passions: vive le cinéma!


A minha linda prenda de anos é esta juntamente com o livro Conversations with Woody Allen do Eric Lax e o pack As Aventuras Antoine Doinel. E depois vai vir Fellini, Godard, Hitchcock... tudo e até Little Britain USA!

Sunday, 23 May 2010

Why is life worth living?




Another Woman (1988), Woody Allen
O meu primeiro drama do meu querido Woody. E se gostei. Seja num drama inspirado em Bergman, ou numa comédia com momentos à la Chaplin, está para vir o dia em que Woody Allen me desilude.
A paixão, o desespero e o poder das personagens, a genuinidade dos sentimentos, a tragédia inevitável, a arte e a música a denunciar o vazio e a aflição de Marion e da "outra mulher". É Allen a deitar os seus sentimentos cá para fora, e mesmo ele que diz que a vida é uma experiência dolorosa acaba por nos dar um pouco de esperança no fim.


Woody Allen é a melhor cura para a depressão, qual chocolate e quais comprimidos! Lembram-se daquela cena em Manhattan quando Isaac Davis, a personagem de Allen, começa a recapitular as razões que fazem a vida valer a pena? Pois bem, Woody Allen está bem lá em cima nessa lista.

Saturday, 22 May 2010

How to become an Hitchcock fan


Este é um filme de quando Hitchcock ainda tinha o cabelo preto e uma barriguinha mais pequena. Apesar de não se puder considerar um dos primeiros filmes, uma vez que ele já tinha feito vários antes, este filme, para mim pelo menos, é a da sua fase inicial. Dos poucos filme que já vi de Hitchcock (Vertigo e The Man Who Knew Too Much) posso dizer que, na minha opinião, ele guardou o melhor para o início.

Suspicion é uma verdadeira obra de arte.

O filme balança entre a música animada e a música de suspeita. A banda sonora torna-se assim essencial no compreender do filme (talvez por isso tenha sido nomeada com um Óscar em 1942). Suspicion está constantemente na corda bamba e quando pensamos que percebemos o que se está a passar lá vem outra explicação que nos mete em total suspeita. Este suspanse é alimentado, também, pela excelente performance de Cary Grant que passa tão facilmente de marido dedicado e apaixonado a um assassíno com os seus objectivos e capaz de fazer o que for preciso para os atingir. Como título diz, Suspeita em português, o próprio espectador deixa de ser um mero observador para passar a ser um juíz da história que tem as suas suspeitas, mas tal como a personagem de Joan Fontaine, sem nunca as confirmar. Via-se bem na sala de cinema da Cinemateca como o filme é tão "envolvente", pois à medida que o filme avançava ouvia os meus "colegas de cadeira" a lançarem julgamentos com os tão habituais suspiros e "pfffft".

Esta dicotomia é acompanhada ainda de outra: a do romance e do policial. O filme que, no início, se mostra tão romântico e bonito que até faz esboçar uns sorrisos, à medida que avança começa a pôr o espectador do lado defensivo, sempre com cuidado de esboçar um sorriso demasiado grande com medo de ser enganado.

E claro, a mestria do realizador não é alheia a nada disto. Já estamos habituados à atenção aos detalhes que Hitchcock tem e à sua capacidade fantástica de contar uma história deixando, literalmente, "o espectador agarrado à cadeira". Note-se só uma cena em que Hitchcock pôs uma luz no copo de leite que a personagem de Cary Grant levava, constrantando a personalidade sombria de Johnnie e a branqueza do leite, talvez envenenado.


Johnnie Aysgarth: If you're going to kill someone, do it simply.

Tuesday, 18 May 2010

My name is Lt. Aldo Raine

Ai por favor vejam isto.
É incrível o numero de imitações que existem no YouTube, mas este rapazinho (charmoso) do Reino Unido chamou-me a atenção. Não sou uma enorme fã de imitações, simplesmente não me atrai, mas no canal dele têm um vídeo com uma compilação de várias imitações: Captain Jack Sparrow, Stewie Griffin, Christopher Walken e a muito interessante do Joker, entre outras.
Mas esta, por aquele bigodinho falso e por ser uma imitação duma personagem da gloriosa película de Tarantino merece destaque. Agora era giro é ver uma da personagm do Christopher Waltz, Hans Landa.

Monday, 17 May 2010

Oh Belmondo

Estas dias têm sido de sonhos com Belmondo, Godard e Karina.
Jean-Paul Belmondo entre estátuas numa entrevista de 1961:

Sunday, 16 May 2010

Je suis complétement folle par Pierrot Le Fou

Pierrot Le fou (1965), par Jean-Luc Godard
Uma pintura a três dimensões, com o seu azul e vermelho, o amor de perdição e de traição, os americanos e os franceses, o cinema, Anna Karina, Belmondo, Godard. La Nouvelle Vague.
Merveilleux!

Sunday, 2 May 2010

Saturday, 1 May 2010

MAD WOMAN

Estou irritada. Estou mais do que irritada.
Quero ver Mad Men mas a estupída da box nunca grava o episódio todo e fico sempre com menos 5 minutos, e agora não posso ver, porque quero saber o que acontece! Ou posso sempre gastar 25 euros a comprar a série toda quando já só me faltam uns 5 ou 6 episódios. OPA, OPA, OPA, OPA, OPA! Depois ainda dizem que o youtube tem tudo, nem UM episódio de Mad Men. IRRITADA!