Saturday, 20 June 2009

Chacun son cinéma I

Ou Ce petit coup au coeur quand la lumière s'éteint et que le film commence

No passado dia 17 finalmente fui fer o "Chacun son cinéma". Uma verdadeira celebração da 7ª arte em que a paixão de cada realizador pelo cinema é evidente e contagiante.


Algumas curtas achei particularmente interessantes, ou seja, as minhas preferidas, como:
The Lady Bug de Jane Campion
Dans l'obscurité de Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne
Anna de Alejandro González Iñárritu
Happy Ending de Ken Loach
Diario de uno Spetattore de Nanni Moretti
Cinéma Erotique de Roman Polanski
Occupations de Lars Von Trier
A 8944 km de Cannes de Walter Salles

No translation needed de Michael Cimino
E até a do nosso querido Manoel Oliveira, Rencontre Unique

E há mais que também gostei especialmente mas no meio de 33 curtas é dificil acompanhar os nomes de todas.

Thursday, 18 June 2009

Barton Fink

Tal como Larry King disse, este foi um dos filmes mais estranhos que já vi. No entanto, ele é bonito na sua "estranheza". Com um argumento com uma grande eloquência que não fica mesmo indiferente a ninguém (pela positiva ou pela negativa) apenas posso dizer que cada vez estou mais impressionada com os irmãos Coen. Próximo filme a ver: O Brother, Where Art Thou?

Wednesday, 17 June 2009

The camera loves you!


A Vanity Fair continua a encantar com as suas fotografias fantásticas. Agora só me apetece comprar este livro e uma Vanity Fair. Alguém quer fazer a amabilidade de mos dar? :)

Wednesday, 10 June 2009

One can dream

Dia 25 de Junho vai ser uma quinta-feira bem merveilleux. Vou muitíssimo bem acompanhada ao Instituto Franco-Português (onde quer Deus vou estar para o ano a aperfeiçoar o meu français) ouvir Alex Beaupin, entre outros ilustres. Mas não é só isso que vai tornar o meu dia tão especial, mas sim porque nesse mesmo dia estreia o filme Coco Avant Chanel. Oui, oui, finallement!
Se não me engano, no Verão passado vi na internet a notícia "Audrey Tautou vai fazer um filme sobre Coco Chanel". Já por si, rever a Audrey Tautou já é uma notícia digna de um pulo mas quando soube que era num filme sobre a Coco Chanel, bem.. digamos que tive pena dos meus vizinhos de baixo. No entanto, com tantos filmes e séries que andam a vir ao de cima sobre Coco Chanel este projecto poderia perder um pouco a importância, mas cá para mim, Coco é Coco. Chanel é a minha segunda pele imaginária. Quando folheio as páginas da Vogue e me deparo com criações Chanel o meu entusiasmo é colossal, especialmente quando veio a já classica mala 2.55 da Chanel. Mon dieu, mon dieu.
E por uns minutos neste blog deu-se uma combinação de duas paixões desta pessoa: cinema e moda. Duas grandes paixões e tão diferentes. Digamos que acho que me entrego e me integro mais na área da 7ª arte, mas a moda é sim a minha segunda pele. Acho que é assim, mas que sei eu?

Esta Audrey lembrou-me outra Audrey...
Ao ver um filme da senhora Hepburn sinto o mesmo entusiasmo que Holly Gollightly sentia ao entrar na Tiffany's. Audrey é sim um nome de elegância. Vou usar este nome como nome profissional, quando andar a escrever e a realizar os meus filmes, hmm...
Já me disseram que tenho uma visão muito romântica da vida.

Thursday, 4 June 2009

Foux du Fa Fa

Isto é um verdadeiro ataque de boa disposição. Baguette! Supermarché!

Bonne nuite!

(vamos ver se me mantenho acordada para ver Office)

red light














Por aqui anda luz vermelha para o descanso e para o prazer. A rotina tomou conta de mim, e o trabalho parece nunca mais acabar. Pois bem, este fim-de-semana vou fazer uma mini greve e esta cinéfila vai voltar às suas divagações.

Bonjour!

Foto tirada por Ritha
Não usar sem permissão

le caméléon

Fala-se no diabo...
Johnny Depp está de volta para nos voltar a encantar com as suas unicas interpretações. É um dos melhores actores de sempre, se não o melhor. E não digo isto de ânimo leve. Ninguém interpreta tão bem personagens tão diferentes. Melhor que ele só o cameleão.

E portanto, na edição deste mês da Vanity Fair (que tem sempre as fotos mais belas de sempre), apresento-vos Johnny Depp fotografado por um dos meus fotografos preferidos, François-Marie Banier!
http://www.vanityfair.com/

Thursday, 28 May 2009

today's discovery

MUDE.

Ver todos aqueles sonhos de tecido que eu apenas tinha o prazer de ver em revistas e em livros ao vivo, fui como descobrir água no deserto. Parecia que estava num conto da Disney. Falo aqui da moda, mas sendo o Museu da Moda e do Design, também o design me transportou para décadas atrás e me estimulou a imaginação. Com peças unicas e com ainda mais para vir (como também novos espaços), apesar da sua pequena dimensão (que está a ser alargada), isto vem alimentar as mentes famintas dos criativos portugueses.

Como o cansaço é muito e talvez comece a exagerar nos adjectivos, apenas digo: um pequeno passo para a Humanidade, um grande passo para Portugal.

Thursday, 14 May 2009

Animação de uma semana cansativa

Tenho andado tão ocupada que nem tenho estado a par do que tem estado no cinema. Pois bem, hoje fui-me informar e já tenho 3 propostas muito aliciantes:
Married Life

Pranzo di Ferragosto
e apercebi-me que hoje mesmo estreou um filme que a Joanica já me tinha falado, e que estou mais do que curiosa de ver:
Chacun son cinéma

Friday, 8 May 2009

l'histoire d'amour entre un homme et de la musique













O título diz tudo. Um filme em que podemos ver expostas as relações humanas, mas no fim de contas, mostra-nos o amor incondicional, e ao mesmo tempo desagradecido, entre um homem e a musíca.

De battre mon coeur s'est arrêté

Thursday, 7 May 2009

and misdemeanors

Woody Allen surpreende-me sempre pela positiva e desta vez não foi excepção. Com o dia-a-dia atarefado nunca encontro o tempo para acabar de ver os packs deste senhor, mas finalmente consegui arranjar tempo e deliciei-me com este filme. Ai já tinha saudades, admito.
Sorte a minha que estou quase a fazer anos, pack woody allen volume 5, here he comes!
Falta-me as palavras (como sempre) e vou deixar o vídeo falar por si:


crimes

Halley Reed: What you doing with a copy of "Singing in the Rain"?
Clifford Stern: It's the one print that i own. It's a very good 16 mm print. I play it every couple of months to get my spirits up.
in Crimes and Misdemeanors


Quem nunca se sentiu minimamente feliz por ter alguma pequena coisa em comum com o alter-ego do seu ídolo (ídolo, soa tão mal) atire a primeira pedra.

Monday, 4 May 2009

Ritha dans le Indie Lisboa: Jour TROIS, et le dernier

O ultimo dia foi de Crítico.

E que maneira mais perfeita de acabar. Fiquei completamente colado ao ecrã e posso dizer com toda a segurança que este é bem capaz de ser o melhor documentário que já vi (apesar de não conhecer assim tanto nesse género cinematográfico).
Este documentário não serve para defender os críticos e mostrar-nos tudo de bom que a crítica de cinema traz. Mas também não é um documentário que ataca os críticos e os seus (por vezes) precipitados julgamentos. É um documentário que nos mostra a realidade. The good, the bad and the ugly.


Com testemunhos de críticos, actores e realizadores, nós conseguimos ver a crítica de cinema de todas as perspectivas, e não apenas de uma. Vemos como os críticos por vezes são muito injustos com um filme ou realizador por fazerem como as ovelhas e "seguirem o rebanho"; vemos como se torna, por vezes, difícil distanciar-se dos sentimentos que se geram após conhecer certos cineastas, e que é uma profissão que envolve o poder de esquecer isso tudo; vemos como as críticas por vezes ensinam os cineastas, e tanto tanto mais. Se continuasse aqui a enumerar todas as perspectivas que o documentário demonstra, além de estragar a surpresa para futuros públicos, nunca mais acabava.

No fim de contas, a "teoria" que mais me tocou e com qual a mais me identifiquei foi a que pode ser simplificada na tal frase de Oscar Wilde: "toda a crítica é uma auto-biografia". Não só por ser uma frase do Sir Wilde é que concordo, mas sim porque (pelo menos para mim) é uma verdade tão pura como a água. Cada crítico tem a sua interpretação de cada filme, e no fundo é um reflexo da sua personalidade. Eles por vezes até notam em coisas que nem os próprios realizadores tomaram conta. A crítica (once again, para mim) tem como base a análise, e não dizer o que podia ter sido um filme e criticar ferozmente um filme que não consideram tão bom, e ficar feliz por terem esse poder. Se acham mal, pois bem, dêem argumentos e não se limitem às ofensas que aprendemos aos 5 anos: "não gosto porque não gosto". (Isto tudo, é em parte uma reflexão do que vi no documentário, após ter a minha opinião bem consolidada).

De entre os vários testemunhos apareceram muitas "boas pessoas" como Gus Van Sant, a voz de David Lynch e muitos mais, mas a memória já apagou esses pequenos pormenores. Do meu ponto de vista, eram todos "boas pessoas" pela maneira que me entreteram e ensinaram.
A meio de cada conjunto de testemunhos apareciam cenas de filmes antigos (penso eu), como que iniciando uma nova perspectiva no documentário. Essas mesmas cenas levavam a algumas reflexões (mas não os vou chatear com tal).

Digo desde já que fiquei bastante admirada com o cinema brasileiro após este documentário, e que nem deixem preconceitos impedi-los de ver este filme!
Ah mas não se diga que este filme é apenas brasileiro. É americano, é espanhol, é françês, é brasileiro, é americano. É de todo o Mundo.

Pois bem, assim acabou o Indie Lisboa, que para mim foi uma delícia.

Como disse Tom Tykwer (apesar de não me lembrar bem das palavras certas):

"No fim, tens de deixar um filme ser por si próprio"