Thursday, 23 April 2009
ce n'est pas possible
Recentemente fui comprar os meus bilhetes para o Indie Lisboa '09 e cheguei à conclusão que não fazem desconto de estudantes. Como é isto possível? Num festival de cinema em que a predominância do publico são os jovens, isto é de deixar a cara à baila.
Mas o pior é que isto não acontece só no festival Indie Lisboa, acontece em outros festivais, em museus, exposições e yada yada. O unico sitio em que nós, estudantes, temos direito a um desconto é nas salas de cinema.
Se fosse em Paris, aposto que havia desconto para os estudantes. Mas não é só em Paris, é lá fora em geral. Lá os descontos para os estudantes estendem-se a cinema, festivais, museus, exposições, lojas de roupa e sabe Deus mais o quê.
Agora só me apetecia mandar esta pergunta para o senhor Sócrates responder lá na RTP1.
Quando é que os estudantes têm o que merecem?
Pois bem, desviei-me um bocado do meu tema habitual, cinema, mas era preciso demonstrar a minha revolta! Voltando à 7ª arte aqui estão os filmes que vou ver ao Indie Lisboa:
Sherlock Jr.

La Belle Personne

Critico

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Debate: "A critica de cinema"
Bem gostava de ir ver o filme Double Take mas por questões de disponibilidade não vai dar.
Friday, 17 April 2009
the one man band is coming!
Este é um dos excertos duma colecção de vários pequenos episódios realizados e interpretados por Orson Welles que foram feitos para a BBC ou para a CBS (aposto que foi para a BBC). Como tudo em relação a este senhor, pouco se sabe em relação a este projecto apenas que não chegou a ser emitido (infelizmente). Eu tive a sorte de ver os vários episódios no documentário "Orson Welles: The One Man Band", que gostei bastante, tanto do documentário como ainda mais da colectânea de episódios que se chamava também "The One Man Band".
Este segmento chama-se Swinging London.
Os outros três são:
Tailor Shop, onde um personagem é gozado por alfaiates ingleses (com a sua habitual arrogância) pela sua estatura e estrutura!
Lord of the manor/Stately homes, onde um jornalista vai entrevistar Lord Plumfield, um lord que aparenta ser todo-poderoso, que vai abrir o seu castelo ao publico de maneira a deliciar os turistas e até os ingleses
Churchill, onde Welles faz uma "caricatura" passando por Churchill apenas pela sua silhueta e respondendo a perguntas feitas por jornalistas
Wednesday, 15 April 2009
some called him a hero.. others called him a heel

Realização: Orson Welles
Intérpretes: Orson Welles, Joseph Cotten, Dorothy Comingore, Ray Collins...
Nacionalidade: EUA, 1941
Citizen Kane conta-nos a história de Charles Foster Kane. Abandonado desde a infância pela sua mãe, Charles Kane fora assim confiado a um conselheiro financeiro, que passou a ser também o seu guardião. Quando Kane atingiu a maioridade tornou-se um filantropo que (tecnicamente) passou a sua vida sempre a ajudar a população. Através do seu jornal, The Inquirer, Kane contava a verdade de tudo o que se passava, sem nenhuma reserva, ao contrário do que certas pessoas queriam. Certo dia Kane morre, e a sua derradeira palavra foi Rosebud. Assim acompanhamos um jornalista a tentar descobrir o significado desta palavra, através de entrevistas que vai fazendo a pessoas próximas de Kane.
Este filme apresenta-nos um dos raros casos em que o homem torna-se maior que o mistério. As histórias de vários episódios da vida de Kane remetem-nos para o conhecimento do seu interior e de como a personalidade que dava a conhecer ao publico difere da sua verdadeira. Apesar de ficarmos a conhecer Charles Kane, Orson Welles mantém o mistério deste homem e leva-nos a sentir um misto de emoções tão contrárias, como a pena e a aversão.
Os planos que Welles faz das personagens (tendo em conta o facto do filme ser a preto e branco), as quais aparecem muitas vezes escondidas pelo preto, demonstram uma espécie de manto que esconde sempre um bocadinho do lado mais corrupto e até perigoso, de certo ponto de vista, de cada um.
Para atingir todas as metas, este belíssimo argumento de Herman J. Mankiewicz e Orson Welles, teria de ser interpretado por um excelente elenco, que correspondeu as expectativas.
Este não é só um filme que reflecte a dissimulação que pode ser feita dos factos mas é, acima de tudo, um filme que mostra a obsessão que um homem tinha de que todos gostassem dele pois não recebera esse afecto de quem ele realmente queria, os seus pais.
E é aqui que um tão sábio ditado se pode aplicar na perfeição: as aparências iludem. Quem um dia disse isso é muito provável ter conhecido Kane.
[Não saiu tão bem como pretendia, mas pronto! Opiniões são bem-vindas, mas tenham calma comigo!
© Não copiar pretty please]
Tuesday, 14 April 2009
Citizen Kane
vou ver se posto ainda hoje ou de certeza amanhã
[Em relação ao livro Cheri muito obrigada a todos os seres humanos adoráveis que se disporam a me ajudar, mas em vez de gastar dinheiro no livro nestes tempos de crise (apesar de ser um bom investimento), descobri-o numa biblioteca. Abençoadas bibliotecas! Acho que estou a um passo de me tornar num rato de biblioteca!]
Monday, 13 April 2009
HELP!
Agora que vão fazer um filme baseado nesta obra quero-me apressar antes que o filme saia. Mas a primeira vez que me interessei neste romance foi quando vi a nova campanha de acessórios da Chanel na Vogue do mês passado. Imediatamente fiquei curiosa em relação a este livro, não só por ser Chanel (ai Chanel), não só por ser França mas pelo enredo interessante. E agora que vi o trailer fico ainda mais curiosa perante este romance clássico.
voilá o trailer:
et voilá a campanha da Chanel:
Sunday, 12 April 2009
Elementary, dear Watson

Hoje é outra noite de Sherlock Holmes.
Para breve vem o filme com Robert Downey Jr. e Jude Law. Tenho as expectativas muito altas, e espero que o filme faça justiça à personagem mundialmente conhecida de Arthur Conan Doyle, mas não espero que Robert Downey Jr. supere Jeremy Brett na personagem de Sherlock Holmes, pois para mim, só havia um: o senhor Brett.
E como as minhas palavras jamais superarão os discursos honráveis de Sherlock Holmes, assim ficamos:
Sherlock Holmes: She is a lovely woman, Watson, with a face that a man might die for.
Dr. John Watson: "A face a man might die for?" Unusual language for you, Holmes.
Sherlock Holmes: A metaphor, Watson, nothing else
My name is Charles Foster Kane
Friday, 10 April 2009
Oh aggy!
Tuesday, 7 April 2009
Manoel
E claro, quem está na fotografia, é o senhor Manoel Oliveira, que com os seus 100 anos e muitos filmes aclamados mundialmente, é um dos orgulhos de Portugal.
Sunday, 5 April 2009
pulp fiction
Uma dança vale mais do que mil palavras.
Mia: Don't you hate that?
Vincent: What?
Mia: Uncomfortable silences. Why do we feel it's necessary to yak about bullshit in order to be comfortable?
Vincent: I don't know. That's a good question.
Mia: That's when you know you've found somebody special. When you can just shut the fuck up for a minute and comfortably enjoy the silence
A True..ish Story

Friday, 3 April 2009
oh paris.
Como a querida Joanica me lembrou disto e deste filme. A vontade atacou tanto que já me apressei a contar os trocos para comprar o filme para poder ver e rever e corri para a sala num desesperado discurso dizendo "Quero ir para Paris!".
Bem sei como o neto de Oscar Wilde está revoltado com tanto baton no tumulo do seu avô.
Mas podem apostar que ia lá deixar a minha marca de admiração por este senhor.
AH! QUERO IR PARA PARIS!
não é só o Oscar é PARIS
Thursday, 19 March 2009
O. Wilde

Com as ocupações e preocupações do dia-a-dia uma pessoa esquece-se de viver e de desfrutar de uns dos maiores prazeres de que o Homem sempre pôde desfrutar: ler.
Agora estou a ler outra maravilha de Oscar Wilde: O crime de Lorde Artur Saville e Outros Contos.
Devido às tais ocupações do dia-a-dia já tinha recebido este livro há um ano e ainda nem o tinha folheado. Mas decidi que a rotina cansativa não ia tomar conta de mim e ia retomar os encantos da literatura. Quando comecei a ler, as palavras viciantes e encantadoras de Oscar Wilde prenderam-me ao livro como os tribunais o tinham mandado prender há 113 anos atrás. 113, meu deus, nunca tinha notado que eram tantos. Talvez porque as criticas que ele faz a sociedade, da maneira mais astuta e gloriosa, ainda se aplicam aos dias de hoje.
Passou mais de um século e o meu desejo é, aposto, o que já muitos tiveram:
"Como um dia espero escrever como tu Oscar Wilde.
Mas se não conseguir, pelo menos tenho a tua prosa para me fazer esquecer da minha."
E agora deixo aqui um pedido de ajuda: dêem-me conselhos de livros para eu ler.
Como já poderam ver sou uma ferrana de Oscar Wilde, também gosto de Woody Allen e tudo o que é fantasia mas que toca em assuntos importantes e faz uma critica inteligente da sociedade é bem-vindo.
Muito obrigada, e como lá dizia Edward R. Murrow:
