Friday, 17 April 2009
the one man band is coming!
Este é um dos excertos duma colecção de vários pequenos episódios realizados e interpretados por Orson Welles que foram feitos para a BBC ou para a CBS (aposto que foi para a BBC). Como tudo em relação a este senhor, pouco se sabe em relação a este projecto apenas que não chegou a ser emitido (infelizmente). Eu tive a sorte de ver os vários episódios no documentário "Orson Welles: The One Man Band", que gostei bastante, tanto do documentário como ainda mais da colectânea de episódios que se chamava também "The One Man Band".
Este segmento chama-se Swinging London.
Os outros três são:
Tailor Shop, onde um personagem é gozado por alfaiates ingleses (com a sua habitual arrogância) pela sua estatura e estrutura!
Lord of the manor/Stately homes, onde um jornalista vai entrevistar Lord Plumfield, um lord que aparenta ser todo-poderoso, que vai abrir o seu castelo ao publico de maneira a deliciar os turistas e até os ingleses
Churchill, onde Welles faz uma "caricatura" passando por Churchill apenas pela sua silhueta e respondendo a perguntas feitas por jornalistas
Wednesday, 15 April 2009
some called him a hero.. others called him a heel

Realização: Orson Welles
Intérpretes: Orson Welles, Joseph Cotten, Dorothy Comingore, Ray Collins...
Nacionalidade: EUA, 1941
Citizen Kane conta-nos a história de Charles Foster Kane. Abandonado desde a infância pela sua mãe, Charles Kane fora assim confiado a um conselheiro financeiro, que passou a ser também o seu guardião. Quando Kane atingiu a maioridade tornou-se um filantropo que (tecnicamente) passou a sua vida sempre a ajudar a população. Através do seu jornal, The Inquirer, Kane contava a verdade de tudo o que se passava, sem nenhuma reserva, ao contrário do que certas pessoas queriam. Certo dia Kane morre, e a sua derradeira palavra foi Rosebud. Assim acompanhamos um jornalista a tentar descobrir o significado desta palavra, através de entrevistas que vai fazendo a pessoas próximas de Kane.
Este filme apresenta-nos um dos raros casos em que o homem torna-se maior que o mistério. As histórias de vários episódios da vida de Kane remetem-nos para o conhecimento do seu interior e de como a personalidade que dava a conhecer ao publico difere da sua verdadeira. Apesar de ficarmos a conhecer Charles Kane, Orson Welles mantém o mistério deste homem e leva-nos a sentir um misto de emoções tão contrárias, como a pena e a aversão.
Os planos que Welles faz das personagens (tendo em conta o facto do filme ser a preto e branco), as quais aparecem muitas vezes escondidas pelo preto, demonstram uma espécie de manto que esconde sempre um bocadinho do lado mais corrupto e até perigoso, de certo ponto de vista, de cada um.
Para atingir todas as metas, este belíssimo argumento de Herman J. Mankiewicz e Orson Welles, teria de ser interpretado por um excelente elenco, que correspondeu as expectativas.
Este não é só um filme que reflecte a dissimulação que pode ser feita dos factos mas é, acima de tudo, um filme que mostra a obsessão que um homem tinha de que todos gostassem dele pois não recebera esse afecto de quem ele realmente queria, os seus pais.
E é aqui que um tão sábio ditado se pode aplicar na perfeição: as aparências iludem. Quem um dia disse isso é muito provável ter conhecido Kane.
[Não saiu tão bem como pretendia, mas pronto! Opiniões são bem-vindas, mas tenham calma comigo!
© Não copiar pretty please]
Tuesday, 14 April 2009
Citizen Kane
vou ver se posto ainda hoje ou de certeza amanhã
[Em relação ao livro Cheri muito obrigada a todos os seres humanos adoráveis que se disporam a me ajudar, mas em vez de gastar dinheiro no livro nestes tempos de crise (apesar de ser um bom investimento), descobri-o numa biblioteca. Abençoadas bibliotecas! Acho que estou a um passo de me tornar num rato de biblioteca!]
Monday, 13 April 2009
HELP!
Agora que vão fazer um filme baseado nesta obra quero-me apressar antes que o filme saia. Mas a primeira vez que me interessei neste romance foi quando vi a nova campanha de acessórios da Chanel na Vogue do mês passado. Imediatamente fiquei curiosa em relação a este livro, não só por ser Chanel (ai Chanel), não só por ser França mas pelo enredo interessante. E agora que vi o trailer fico ainda mais curiosa perante este romance clássico.
voilá o trailer:
et voilá a campanha da Chanel:
Sunday, 12 April 2009
Elementary, dear Watson

Hoje é outra noite de Sherlock Holmes.
Para breve vem o filme com Robert Downey Jr. e Jude Law. Tenho as expectativas muito altas, e espero que o filme faça justiça à personagem mundialmente conhecida de Arthur Conan Doyle, mas não espero que Robert Downey Jr. supere Jeremy Brett na personagem de Sherlock Holmes, pois para mim, só havia um: o senhor Brett.
E como as minhas palavras jamais superarão os discursos honráveis de Sherlock Holmes, assim ficamos:
Sherlock Holmes: She is a lovely woman, Watson, with a face that a man might die for.
Dr. John Watson: "A face a man might die for?" Unusual language for you, Holmes.
Sherlock Holmes: A metaphor, Watson, nothing else
My name is Charles Foster Kane
Friday, 10 April 2009
Oh aggy!
Tuesday, 7 April 2009
Manoel
E claro, quem está na fotografia, é o senhor Manoel Oliveira, que com os seus 100 anos e muitos filmes aclamados mundialmente, é um dos orgulhos de Portugal.
Sunday, 5 April 2009
pulp fiction
Uma dança vale mais do que mil palavras.
Mia: Don't you hate that?
Vincent: What?
Mia: Uncomfortable silences. Why do we feel it's necessary to yak about bullshit in order to be comfortable?
Vincent: I don't know. That's a good question.
Mia: That's when you know you've found somebody special. When you can just shut the fuck up for a minute and comfortably enjoy the silence
A True..ish Story

Friday, 3 April 2009
oh paris.
Como a querida Joanica me lembrou disto e deste filme. A vontade atacou tanto que já me apressei a contar os trocos para comprar o filme para poder ver e rever e corri para a sala num desesperado discurso dizendo "Quero ir para Paris!".
Bem sei como o neto de Oscar Wilde está revoltado com tanto baton no tumulo do seu avô.
Mas podem apostar que ia lá deixar a minha marca de admiração por este senhor.
AH! QUERO IR PARA PARIS!
não é só o Oscar é PARIS
Thursday, 19 March 2009
O. Wilde

Com as ocupações e preocupações do dia-a-dia uma pessoa esquece-se de viver e de desfrutar de uns dos maiores prazeres de que o Homem sempre pôde desfrutar: ler.
Agora estou a ler outra maravilha de Oscar Wilde: O crime de Lorde Artur Saville e Outros Contos.
Devido às tais ocupações do dia-a-dia já tinha recebido este livro há um ano e ainda nem o tinha folheado. Mas decidi que a rotina cansativa não ia tomar conta de mim e ia retomar os encantos da literatura. Quando comecei a ler, as palavras viciantes e encantadoras de Oscar Wilde prenderam-me ao livro como os tribunais o tinham mandado prender há 113 anos atrás. 113, meu deus, nunca tinha notado que eram tantos. Talvez porque as criticas que ele faz a sociedade, da maneira mais astuta e gloriosa, ainda se aplicam aos dias de hoje.
Passou mais de um século e o meu desejo é, aposto, o que já muitos tiveram:
"Como um dia espero escrever como tu Oscar Wilde.
Mas se não conseguir, pelo menos tenho a tua prosa para me fazer esquecer da minha."
E agora deixo aqui um pedido de ajuda: dêem-me conselhos de livros para eu ler.
Como já poderam ver sou uma ferrana de Oscar Wilde, também gosto de Woody Allen e tudo o que é fantasia mas que toca em assuntos importantes e faz uma critica inteligente da sociedade é bem-vindo.
Muito obrigada, e como lá dizia Edward R. Murrow:
I have a dream
Fotografia, banda sonora e na minha opinião, uma das mais importantes partes de um filme (senão a mais importante) o argumento. Três factores tão importantes num filme e tão desvalorizados. Só espero que os argumentistas, tais como todos os outros trabalhadores na área do cinema que são desvalorizados, um dia, ganhem mesmo o mérito que merecem, porque como todos nós sabemos, aquela greve, infelizmente, não serviu de muito.
Sem argumento, sem história, não havia filme. Não havia nenhuma visão para ser projectada na tela e não haviam nenhum efeito especial que nos safasse do tédio de esperar por que algo acontecesse.
Por isso, hoje aqui "berro" pelas minorias:
Guarda-roupa
Caracterização
Efeitos visuais
Montagem de som
Efeitos sonoros
Direcção artistíca
Montagem
Banda sonora
Fotografia
Argumentistas
Luís Filipe Borges in Meia Hora
Precisely. Precisely. Precisely. Precisely. Precisely.
Cada vez me debato mais com as perguntas que atormentam os Homens desde que roçaram uma pedra na outra e viram uma chama alaranjada. Mas sempre que vejo um filme tudo isso desaparece e ando a passear por ruas desconhecidas e a conhecer personagens com vidas intrigantes.
