Sunday, 5 April 2009

A True..ish Story


A minha ausência por aqui começa a tornar-se regular, e portanto (não que alguém se importe, pois os meus "fãs" são um pouco inexistente) vou actualizar aqui isto.


Ultimo filme visto: Colour me Kubrick


Gostei bastante, e nem sabia que tal história tinha mesmo acontecido. Estou a falar de um homem que se faz passar por Stanley Kubrick, desfrutando de tudo de bom que vem disso e enganando muitas pessoas. John Malkovich como sempre enche o ecrã com a sua interpretação extravagante de Alan Conway (o homem que se fez passar por Kubrick), mas no entanto acho que este filme podia ter ido bastante mais longe com uma história tão interessante. No entanto não foi uma desilusão mas sim uma perversão em forma de diversão. (ão ão)


Friday, 3 April 2009

oh paris.


Como a querida Joanica me lembrou disto e deste filme. A vontade atacou tanto que já me apressei a contar os trocos para comprar o filme para poder ver e rever e corri para a sala num desesperado discurso dizendo "Quero ir para Paris!".


Bem sei como o neto de Oscar Wilde está revoltado com tanto baton no tumulo do seu avô.


Mas podem apostar que ia lá deixar a minha marca de admiração por este senhor.



AH! QUERO IR PARA PARIS!
não é só o Oscar é
PARIS

Thursday, 19 March 2009

O. Wilde


Porque por muito que o cinema ocupe uma grande parte do meu coração, a literatura tem sempre um espaço lá reservado para ela.
Com as ocupações e preocupações do dia-a-dia uma pessoa esquece-se de viver e de desfrutar de uns dos maiores prazeres de que o Homem sempre pôde desfrutar: ler.
Agora estou a ler outra maravilha de Oscar Wilde: O crime de Lorde Artur Saville e Outros Contos.
Devido às tais ocupações do dia-a-dia já tinha recebido este livro há um ano e ainda nem o tinha folheado. Mas decidi que a rotina cansativa não ia tomar conta de mim e ia retomar os encantos da literatura. Quando comecei a ler, as palavras viciantes e encantadoras de Oscar Wilde prenderam-me ao livro como os tribunais o tinham mandado prender há 113 anos atrás. 113, meu deus, nunca tinha notado que eram tantos. Talvez porque as criticas que ele faz a sociedade, da maneira mais astuta e gloriosa, ainda se aplicam aos dias de hoje.

Passou mais de um século e o meu desejo é, aposto, o que já muitos tiveram:
"Como um dia espero escrever como tu Oscar Wilde.
Mas se não conseguir, pelo menos tenho a tua prosa para me fazer esquecer da minha."



E agora deixo aqui um pedido de ajuda: dêem-me conselhos de livros para eu ler.
Como já poderam ver sou uma ferrana de Oscar Wilde, também gosto de Woody Allen e tudo o que é fantasia mas que toca em assuntos importantes e faz uma critica inteligente da sociedade é bem-vindo.
Muito obrigada, e como lá dizia Edward R. Murrow:

Good night and good luck.

I have a dream

Tenho vindo a apreciar cada vez mais, o trabalho das pessoas que fazem parte das tais chamadas "categorias menos importantes do cinema". Claro que não vamos generalizar, mas muita gente considera isso verdade, e até pouco tempo até eu não lhes dava muita importância (grande erro meu).
Fotografia, banda sonora e na minha opinião, uma das mais importantes partes de um filme (senão a mais importante) o argumento. Três factores tão importantes num filme e tão desvalorizados. Só espero que os argumentistas, tais como todos os outros trabalhadores na área do cinema que são desvalorizados, um dia, ganhem mesmo o mérito que merecem, porque como todos nós sabemos, aquela greve, infelizmente, não serviu de muito.
Sem argumento, sem história, não havia filme. Não havia nenhuma visão para ser projectada na tela e não haviam nenhum efeito especial que nos safasse do tédio de esperar por que algo acontecesse.

Por isso, hoje aqui "berro" pelas minorias:
Guarda-roupa
Caracterização
Efeitos visuais
Montagem de som
Efeitos sonoros
Direcção artistíca
Montagem
Banda sonora
Fotografia
Argumentistas
"Quem precisa de terapeutas quando há psicanálise disponível, variada e revigorante a seis euros ?"
Luís Filipe Borges in Meia Hora

Precisely. Precisely. Precisely. Precisely. Precisely.


Cada vez me debato mais com as perguntas que atormentam os Homens desde que roçaram uma pedra na outra e viram uma chama alaranjada. Mas sempre que vejo um filme tudo isso desaparece e ando a passear por ruas desconhecidas e a conhecer personagens com vidas intrigantes.

Saturday, 14 March 2009

Em Bruges


era onde eu gostava de estar, depois de ver este filme. Não sabia da existência de sítio tão bonito, e depois de (finalmente) ver o filme só me apetece ir para lá.
Deliciei-me por completo de manhã com o meu pequeno-almoço enquanto via o filme "In Bruges". É um filme um pouco inclassificável em relação ao género: mistura comédia negra com acção e enquanto acompanhamos este decorrer de asssassínios vamos tocando em assuntos que tanto nos inquietam, como o significado da vida e a vida depois da morte. Enquanto isto acontece, conhecemos a cidade com os seus canais, arquitectura gótica, ruas iluminadas e cisnes majestosos.


Gostei mesmo muito, e toda, mas mesmo toda a equipa que fez parte do filme está de parabéns, mas dou já um especial parabéns 4 pessoas:
*Martin Mcdonagh, o argumentista e o director
*Eigil Bryld, director de fotografia (era uma das fotografias mais bonitas que já vi)
*Carter Burwell, pela musica tão misteriosa e encantadora como Bruges e as personalidades das personagens
*e aos actores todos, principalmente Collin Farrel, Brendan Gleeson e Ralph Fiennes



Harry: It's a fairytale town, isn't it? How's a fairytale town not somebody's fucking thing?



Ah, e para quem não sabe, Bruges é na Bélgica.

[vou continuar este post later, agora vamos comer!]

Friday, 13 March 2009

go poppy!

A ultima mensagem tem uns quantos erros ortográficos, mas por respeito ao meu entusiasmo do momento vou deixá-la assim. Viva Yann Tiersen! E viva a Joanica!!
Já tenho aqui o meu bilhetinho, não é na primeira fila, onde estou habituada a estar, mas olho sempre para o lado Poppy da vida! O que nos leva a voltar ao cinema, e não havia maneira melhor e mais alegre do que começar com Happy-go-lucky.

O novo filme de Mike Leigh é uma inspriação para todas as pessoas verem o lado positivo da vida ("always look on the bright side of life" lá cantavam no Monty Python) e não se deixarem levar pelas eventualidades do dia-a-dia que podem ser menos boas. Como li na Premiere, uma coisa tão precisa agora nestes tempos menos alegres.
Quando saímos do cinema sentimos uma completa satisfação e de certeza que nunca nos vamos esquecer do Enraha. Quem sabe, até me pode vir a ajudar a aprender a guiar!
Ah e diga-se que este filme encantou-me também porque eu sou na realidade uma Poppy, o que já me foi dito umas vezes, e que eu orgulhosamente concordo! Hurraay

Uma das melhores cenas (porque para mim a melhor é a do fim e a do inicio), que desperta o meu lado macho latino ahahahah:


Thursday, 12 March 2009

yann tiersen em portugal !! ! ! ! ! !!

joancia muito obrigada por me acordares apra a vida, que agora estou a morrer de entusisasmo AHHHH

billhete, hoje vou comrpar já



OMG OMG OMG!! ! ! !!!!!!!!!!!!!!

Thursday, 5 March 2009

próxima quinta-feira

é noite de jazz e cheira-me que estas quintas feiras de jazz no ccb vão passar a ser um dos meus hábitos. Dia 12 de Março vamos ter "clássicos do jazz e temas plenos de swing e charme do cinema e da chanson française.". Mas podia ser mais perfeito? Outro hábito que vou retornar (poiss estas aulas estragam os meus hábitos saudáveis todos) é visitar regularmente a cinemateca. Oui, oui parce que c'est l'amour vrai.



“To jazz, or not to jazz, there is no question!”
Louis Armstrong

Tuesday, 3 March 2009

I get a kick

every time I see you standing there before me
I get a kick though its clear to see, you obviously do not adore me

letra da musica: Frank Sinatra- I Get a Kick Out of You
imagem: Pride & Prejudice by Joe Wright, inspirado no romance de Jane Austen
Uma autêntica maravilha vinda do século XVIII. Com o cházinho, a mantinha (ora tapa ora destapa, porque com este aquecimento global ce n'est pas possible) e este filme não podia haver melhor tarde.
Altamente recomendável, já saltou para o meu top 20 e de futuro a sua banda sonora vai estar numa das "séries" das minhas "Bandas sonoras encantadoras".

Monday, 2 March 2009

Bandas sonoras encantadoras 2

Não havia melhor maneira de começar Março aqui no blog.
Woody Allen não faz apenas filmes triunfantes a nível visual, como têm sempre as melhores escolhas (para mim) a nível musical. Não é o senhor que compõe a musica, claro, mas ele escolhe os talentos que tornam os seus filmes numa autêntica viagem musical.
Como podemos esquecer quando Manhattan começa ao som de Gershwin e da narrativa de Allen a embalar a sua cidade, Nova Iorque.
Vicky Cristina Barcelona, o seu filme mais recente, é um triunfo a todos os níveís (apesar das críticas, que como sempre não me aquecem nem arrefecem, dos críticos. é um pouco diferente do que costuma fazer, é só mais uma fase na sua genialidade.).
E pronto, aqui fica a musíca principal, Barcelona, de Giulia Y Los Tellarini.
E a partir de agora a musica espanhola está cada vez a entrar-me mais no ADN.

Saturday, 28 February 2009

les villes de mes rêves



Paris, France
















London, England
Photo taken by a family member, do not use it, this is copyrighted


New York, United States of America



Venezia, Italia

Photo taken by: inky151 on deviantart

Thursday, 26 February 2009

Bandas sonoras encantadoras 1


Uma das muitas musicas belas que me encantaram no filme Meet Joe Black. E o filme é verdadeiramente interessante. E neste filme aplica-se a teoria de alguns como "o fim de um filme não é o que conta mais". É um fim bom, mas o filme no geral é que triunfa.
Não gostava muito do Brad Pitt, mas após ter visto três filmes com ele que me hipnotizaram por completo (Meet Joe Black, Burn After Reading, The Curious Case of Benjamin Button- com uma banda sonora também belíssima) pelas suas histórias tão invulgares e tão intrigantes, e onde Brad Pitt interpretava os papéis de maneira gloriosa, admito: começo a ter algum interesse no senhor, afinal não é só uma cara bonita.


"Do you have any peanut butter?"

Tuesday, 24 February 2009

It was meant to be

Parece que a nova musa de Woody Allen não é nada mais nada nada menos que a Freida Pinto que fazia de Latika no Slumdog Millionaire.

Já tivemos Diane Keaton, Mia Farrow, Scarlett Johansson e agora a adorável Freida Pinto.
Quem quer que seja a musa (apesar de gostar bem de ser eu!), não podia estar mais entusiasmada com outro filme do meu Woody!

Mas diga-se já, mas que sortuda que ela é! Se forem ao imdb e virem o seu "currículo" vêem que é mais curto que uma lista de compras, tendo participado ainda só num filme, Slumdog Millionaire, que como já todos sabemos arrecadou imensos Oscares (incluindo Melhor Filme). Vou ficar de olho aberto a ver a sua carreira, que parece bastante promissora! (Admito que o bichinho da inveja instalou-se um bocadinho!)
Ah, e o outro olho aberto para Dev Patel, que me encantou completamente!

Monday, 23 February 2009

81st Annual Academy Awards: The Oscars

Para uma pessoa que chega às 10 horas da noite e já se está a encaminhar para a cama toda sonolenta estava implicito que para me manter acordada ontem à noite ia ser necessário, pelo menos, uma grande chávena de café. Mas nada de cafeína foi precisa, e ontem, na noite mais mágica do ano, a noite dos Óscares, foi provada a força do cinema em mim, que sem aditivos, apenas com o entusiasmo frenético pela 7ª arte me manti acordada até às 5 horas da manhã.
E se valeu a pena!

Não houve nada de surpresas nos vencedores, e todos, ambos os nomeados e vencedores, estão de parabéns. Fiquei especialmente feliz pela vencedora do prémio de actriz secundária, Penélope Cruz, que era por quem mais torcia por vencer o tão merecido Oscar. Também por Dustin Lance ganhar o prémio de Melhor Argumento Original e fazer um discurso tão perfeito que concedia, mais uma vez, alguma consciência social a esta cerimónia que celebra uma grande arte. Ainda por Milk, fiquei completamente entusiasmada por Sean Penn ganhar o prémio de Melhor Actor que encantou completamente com a sua interpretação de um homem verdadeiramente importante na luta pelos direitos de igualdade.
E claro, não podia ser ignorado o elenco todo de Slumdog Millionaire, que foi o grande vencedor da noite, que com tanta alegria entre tantas pessoas que participaram nesse "projecto" nos demonstrava que aquilo tinha mesmo sido um filme feito "em familia" que deu resultado a um grande filme.

Agora em relação a momentos da cerimónia.
Fiquei tão risonha por ver a grande homenagem que foi feita ao passado este ano na cerimónia dos Oscares. Além dos 4 prémios principais passarem a ser atribuídos por actrizes e actores vencedores de outra geração (e podiamos ainda ver outros que tinham tido essa mesma honra no passado, entre eles a "minha" Audrey Hepburn) foi feito um numero musical a homenagear os musicais, começando e acabando com um grande berro de Hugh Jackman que me fez logo esboçar um sorriso: "Musicals are back!!"
Mostrando que, apesar desta industria ser tão futurista, tão empenhada em andar sempre para frente, que não esquece quem os iniciou nesta bela viagem.
Quando Kate Winslet pediu ao pai para assobiar ou algo do género para poder saber onde estava, e ele assobiou mesmo, isso sim, foi um momento.
Phillipe Petit com os seus truques de magia e de equilibrio fez-me rir entre os bocejos que já começavam a aparecer.
Dustin Lance Black fez o seu discurso de aceitação que.. deixa qualquer um sem palavras, quanto mais a mim, uma mera sonolenta rapariga. Portanto, aconselho a que vejam o video no Youtube.
Por ultimo mas não menos importante, quando a familia de Heath Ledger recebeu o Oscar em seu nome, todos os cinéfilos em todo o mundo, com certeza que sentiram uma tristeza mas ao mesmo tempo um momento de "he did i!" como sentiram ao ver os videos dos falecidos neste ano que passou, que infelizmente, foram tantos, e tão importantes. E é isso que é o cinema, uma mistura de emoções que nos deixa completamente confusos e num sitio bem distante, quem sabe, somewhere over the rainbow.


Como tudo não é bom neste mundo, também tenho de dizer que houve umas falhas.
Mas onde é que se mete na cabeça que quando se fala de comédia de 2008 não se mostre clips do filme dos irmãos Coen Burn After Reading? Esse gag já era com certeza um pouco a gozar, contando que mostraram clips do filme The Love Guru e ironizaram a paixão entre James Franco e Sean Penn em Milk, mas.. meus senhores.

Bem, já me está a faltar o latim, mas, em geral, foi uma noite encantadora, foi algo que nunca ninguém esquece e que me faz, e sempre fez, sonhar em um dia estar lá. Quem sabe.. um dia ainda até acabo a competir com um muito feliz e bem mais velho Danny Boyle.

Bem, agora ficam aqui vídeos de momentos memoráveis de ontem à noite, que aconselho fortemente a verem:



Ainda em relação aos Oscares. Um tal de Jorge Leitão Ramos escreveu o seguinte na revista actual Expresso dia 21 de Fevreiro:
"Em ano de crise planetária, juntar o estremecimento da Índia com os excluídos americanos daria aos Óscares uma espécie de consciência social. Mas não tenhamos ilusões: a noite de Domingo é apenas a do grande espectáculo, não tem outras agendas. Sigamo-la como aquilo que vale. Afinal de contas, são apenas filmes."
Peço desculpa, mas considero isto a coisa mais parva e cínica que já foi dita à face da Terra.
Não são apenas filmes, é um mundo de emoções, um mundo de sonhos tornados realidade, e um mundo que já ajudou muito as pessoas ao longo da história.

Senhores do Expresso, se é para dizer estas coisas, porque é que não me convidam a mim para colaborar também no jornal?