Kristoffer descobriu em Lisboa uma vida em fotografias e está a fazer dela um filme
Kristoffer pretende mostrar como estamos constantemente a deparar-nos com encruzilhadas e mudanças de caminho. “Muita gente já teria visto os diapositivos quando passei por eles, mas viram-nos apenas como lixo. Isso acontece-nos constantemente. Acho que devemos parar mais, esgravatar, procurar, descobrir”. Ao ver os diapositivos um a um, ao revê-los e ao ganhar familiaridade com aquelas pessoas e com aquelas paisagens, Kristoffer foi-se impressionando com uma evidência: “a de quão curta e vulnerável é a nossa vida”
Que marcas deixamos verdadeiramente?, questionava-se enquanto via as imagens de uma vida preenchida que “desaparecera” em dois sacos de papel, convicto de uma coisa: “ao ficcioná-la, porém, ela ganhará nova existência”. Esse é agora o trabalho de Kristoffer Sandberg. Transformar-se em Nuno Ferreira até que Nuno Ferreira apareça. Ou melhor, até que apareça o homem que tanto fotografou ou aquele que Kristoffer Sandberg construirá agora, viajando país fora em busca do que está para lá dos diapositivos da Praça das Novas Nações.
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