Friday, 29 November 2013

The Hermit

Kristoffer descobriu em Lisboa uma vida em fotografias e está a fazer dela um filme
Kristoffer pretende mostrar como estamos constantemente a deparar-nos com encruzilhadas e mudanças de caminho. “Muita gente já teria visto os diapositivos quando passei por eles, mas viram-nos apenas como lixo. Isso acontece-nos constantemente. Acho que devemos parar mais, esgravatar, procurar, descobrir”. Ao ver os diapositivos um a um, ao revê-los e ao ganhar familiaridade com aquelas pessoas e com aquelas paisagens, Kristoffer foi-se impressionando com uma evidência: “a de quão curta e vulnerável é a nossa vida”
Que marcas deixamos verdadeiramente?, questionava-se enquanto via as imagens de uma vida preenchida que “desaparecera” em dois sacos de papel, convicto de uma coisa: “ao ficcioná-la, porém, ela ganhará nova existência”. Esse é agora o trabalho de Kristoffer Sandberg. Transformar-se em Nuno Ferreira até que Nuno Ferreira apareça. Ou melhor, até que apareça o homem que tanto fotografou ou aquele que Kristoffer Sandberg construirá agora, viajando país fora em busca do que está para lá dos diapositivos da Praça das Novas Nações.
trailer aqui &
história por detrás deste filme aqui

Monday, 18 November 2013

a mesma doce inocência

Les Vacances de Monsieur Hulot, Jacques Tati
 
Ohayo, Yasujiro Ozu

Sunday, 17 November 2013


a doçura de um pequeno gesto

/ Setsuko Hara & Ozu
 
/ Homayoun Ershadi & Kiarostami

bom dia

"Ozu had a kind of loneliness about him. This loneliness showed in his films. No matter how cheerful he acted –– and I don’t mean he was putting it on, because he had a truly bright side, too. He enjoyed himself. He liked to do fun things. But at the same time, there was always this loneliness. That’s why I believed in him. Artists without an air of loneliness are boring."
- Hidemi Kon

Friday, 27 September 2013

danças e andanças deste mês

Two Maybe More, Marco Martins
Cantatas, Raimund Hoghe
 
ou a beleza inegável de cada movimento do corpo e dos espasmos da alma

Sunday, 8 September 2013

As palavras não exprimem muito bem os sentimentos. Estes tornam-se um pouco diferentes logo após serem exprimidos, um pouco deformados, um pouco idiotas.
 
HERMANN HESSE, Siddartha

Monday, 19 August 2013

sabedoria auto-didacta

adieu au langage

TARKOVSKY, Nostalghia
 
O discurso amoroso é hoje de uma extrema solidão. Este discurso é talvez falado por milhares de pessoas (quem sabe?), mas não é defendido por ninguém. Está completamente banido das linguagens circundantes: ignorado, desacreditado ou ridicularizado por elas, cortado não somente do poder, mas também dos seus mecanismos.
(...)
Quer seja na passagem de um amor a outro ou no interior do mesmo amor, não deixo de "recair" numa doutrina interior que ninguém partilha comigo.
(...)
Hoje, porém, sobre o amor não existe qualquer sistema: e os poucos sistemas que rodeiam o apaixonado contemporâneo não o situam devidamente (a não ser desvalorado): por mais que se oriente para esta ou aquela das linguagens que recebe, ninguém lhe responde a não ser para o desviar daquele que ama.
 
BARTHES, Fragmentos do Discurso Amoroso