Monday, 27 February 2012
Saturday, 25 February 2012
Desde o início, a cara magnetizante de Jeanne Moreau enche o ecrã. Só ouvimos murmúrios inquietantes e ansiosos de uma apaixonada, até entrar o trompete de Miles Davis. São estes dois dos elementos essenciais no filme imponente de cortar a respiração que é Ascenseur pour l'Échafaud de Louis Malle.
O trompete electrificante de Miles Davis é majestoso, acompanha o amor exacerbado e desesperante do filme, faz parte do filme, e é como se cada contorno da cara angustiada de Moreau fosse uma nota no trompete de Davis. Cada acontecimento torna-se mais tenso e não ouvimos uma única nota que nos dê esperança (pois neste filme, se ela surge por momentos, é muita rapidamente nos tirada).
Pela cidade vazia e assombrada, por um elevador sufocante, por uma auto-estrada escura, andamos à deriva neste filme de contornos de film noir que anuncia já a nouvelle vague.
Esta vertigem que é Ascenseur pour l'Échafaud é a história de um amor desolado, mas também pode ser visto, de forma perceptível mas discreta, como o retrato de uma geração afectada pela guerra e que, no meio do que viu, se sente dormente, continuando a desejar um final mais feliz, um escape, mas sem grandes esperanças.
Thursday, 23 February 2012
Vagabond
O novo videoclip de Beirut e aquela cena do baile em Amores de uma Loira (Lásky jedné plavovlásky), a revolução dos jovens rebeldes por entre um mar de penas de almofadas em Zero de Conduite e um ambiente bizarro e surrealista com o olho de Un Chien Andalou.
Sunday, 19 February 2012
doodling
92 anos de Fellini, 20 de Janeiro de 2012
100 anos de Nino Rota, 3 de Dezembro de 2011
224 anos de Louis Daguerre, 18 de Novembro de 2011
137 anos de Houdini, 24 de Março de 2011
Depois de ter visto o google doodle para Truffaut fui ver outros, e descobri que Fellini fez 92 anos em Janeiro, e Nino Rota (um nome indissociável a Fellini), fez 100 em Dezembro. Tantos anos, que falta fazem.
"[I]n stark contrast to the oeuvre of his erstwhile New Wave comrade, Jean-Luc Godard, Truffaut's films are not overtly political in any way. 'For right or wrong, I believe there is no art without paradox: now in the political film, there is no paradox, because already in the script, it is decided who is good and who is bad.' ... Truffaut's rejection of current topics or fashions is not a conservative one, but the need to retain a freedom and purity of expression uncluttered by the zeitgeist. For him, the eternal theme of Love 'is more important than social questions. It is the way to lead people to truth. There is more truth in sentimental relations than in social relations. There is more truth in the bedroom than in the office or the board room.'"
- Ronald Bergan in François Truffaut: Interviews
He made films that reflected his three professed passions: a love of cinema, an interest in the difficulties of male-female relationships, and a fascination with the problems of children.
Parabéns atrasados, François.
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