Tuesday, 6 April 2010


Apeteceu-me pôr aqui um Woody. Cheira-me que hoje à noite ele vai ser a minha companhia. É sempre a melhor companhia.

O museu do francês em Portugal

Olha, mas que coisa curiosa. No nosso território, em Melgaço, existe "um dos museus mais completos da Sétima Arte.". Não só têm lá instrumentos antigos já do tempo dos irmãos Lumière que já fizeram rodar maravilhosa películas, como fotos de actores e até alguns objectos curiosos que já pertenceram às maiores estrelas de cinema, como o cheque de 58,30 dólares de James Stewart. Além disso, ainda exibem filmes de Chaplin e Buster Keaton e ainda têm exposições temporárias, como sobre posters originais dos filmes de Fellini. E ainda dizem que há mais para vir.
Olha mas que perola. Agora é uma razão para visitar Melgaço (terra que desconhecia, diga-se de passagem).

E tudo graças a um francês chamado Jean Loup Passek. E vive la France! E Portugal, bien sûr.

"É a minha escolha. Por exemplo, tenho poucas fotografias dos filmes de Jean-Luc Godard, porque não gosto muito do cinema dele. É evidente que é uma figura importante na história do cinema. Mas, pessoalmente, não me interessa". Ai mas quando ele disse isto fiquei, logo reticente... Vive Godard!
Mais informações no jornal I ou no Público:
http://www.ionline.pt/conteudo/54008-fenakiscopio-em-melgaco-qualquer-um-lhe-explica-o-que-e---video
http://cinecartaz.publico.clix.pt/noticias.asp?id=131172

Saturday, 3 April 2010

Allez le voir... S'il vous plaît

Este trailer chegou-me para querer ir ver o novo filme de Alain Resnais.
Como fazer trailers apelativos:


Mas para quem quer ver o trailer mesmo sobre o filme, Les Herbes Folles, aqui está, que também é de facto excelente. Espero que o filme faça jus ao trailer.

Thursday, 1 April 2010

The Grass is always Greener on the other side





The Grass is Greener (1960), Stanley Donen
Graças ao fantástico programa da Cinemateca Portuguesa lá vi outro filme imperdível. Este filme não é a simples comédia dos anos 50 e 60, é um filme verdadeiramente bem feito e inovador. Os diálogos são fantásticos, combinando na perfeição o humor britânico com o humor americano. Os actores, acompanhados de sets perfeitamente integrados na história e de guardas-roupa breathtaking que reflectem as personalidades das personagens (nota para as roupas de Jean Simmons, feitas por Christian Dior!), fazem um excelente trabalho. Fiquei especialmente muito mas muito agradavelmente surpreendida pela performance de Jean Simmons e de Robert Mitchum, de quem pouco conheco. Até a fotografia é de louvar aos deuses, juntamente com a realização distinta de Stanley Donen. Este filme é sim um filme bem feito e definitivamente imperdível, que comprova que a comédia americana não morreu naquela década.

Com as minhas notinhas estou a pensar fazer uma crítica a este filme mas só para abrir o apetite aqui fica o genérico do filme que é uma delícia:
http://www.youtube.com/watch?v=Vh42bLAegfQ








Charles Delacro: Sometimes I'm convinced that the greatest barrier between our countries is the bond of a common language.

Ver o livro e ler o filme

"Roubei" e adaptei o título deste post deste livro (que me parece bastante interessante). O que acontece é que a passada noite de terça feira foi uma noite muito literária. Depois de ter acabado de ler o conto Gigi da fantástica Colette, decidi que já podia ver o filme com o mesmo nome, baseado no mesmo livro de Vincente Minnelli. A verdade é que me arrependo completamente de ter posto aquele dvd no leitor. O conto era fascinante e lindamente escrito (tal como já é hábito com Colette), mas, ao contrário do que aconteceu com o Chéri de Stephen Frears, esta Gigi não me lembrava nada a Gigi que de Colette fala.

Reflectindo aquele conservantismo dos anos 50, este filme jamais poderia retratar a Gigi de que Colette fala, e o curioso é que no filme várias falas das personagens são literalmente copiadas do livro, mas mesmo assim, nada fez para autenticar aquela Gigi. Digamos que era um filme muito americano conservador para o universo revolucionário de Colette, escritora françesa.
Tão triste que fiquei que nem sei dizer se o filme em si é bom ou não... É melhor deixar passar um tempo, relêr a Gigi de Colette e talvez, mais tarde, rever o filme de Minnelli.
























Agora a questão é: vejo a versão cinematográfica de Gigi, françesa, de 1949?

Estava tão insatisfeita e decepcionada que decidi que a melhor maneira de me animar era ver outro filme: Wilde. Já tinha visto, mas voltar a ver este filme sobre o meu escritor preferido (além de Colette) parecia a perfeita maneira de me animar. E bem resultou!



Agora estou para ver como vai ser com o Dorian Gray de Oliver Parker que vai estrear este mês.
Ai, mas sempre terei o Chéri de Stephen Frears...

Sunday, 28 March 2010

Go, Mordecai!





























The Royal Tenenbaums (2001), Wes Anderson
O pormenor com que Wes Anderson faz os seus filmes é incrível, fascinante e uma delícia. Como li algures na internet este é um conto de fadas numa Nova Iorque ficcional (e tão bonita) que nos mostra bem (como na maioria dos filmes de Anderson) a dificuldade das relações familiares.
Este é um filme que não merece os parabéns não só pela realização e o argumento fantástico mas também por todos os aspectos técnicos, desde a fotografia (aww), a banda sonora, os cenários, direcção artística, tout!
Agora quero ir ver os special features do meu dvd para ver o senhor Anderson a falar-me de todos aqueles pormenores merveilleux. Alguém me empresta mais filmes do Wes Anderson s'il vous plait?

Sunday, 21 March 2010

Two briefcases, two hell of a films




Pulp Fiction (1994), Quentin Tarantino


Fargo (1996), Joel e Ethan Coen

Dois filmes fantásticos de dois, aliás três realizadores e argumentistas geniais. Mas qual preferem?

Eu sei qual prefiro...

Saturday, 20 March 2010

London viewed by a few dalmatians


Tenho saudades destas animações. Já não se fazem assim.
Voltar a rever os 101 Dálmatas e os Aristogatos é como viajar para Londres e Paris num sonho!
Hm que infância mais doce. Hmmmm Londres.












Tuesday, 16 March 2010

THAT'S A BINGO!











Quero ver os Basterds outra veeeeez!
Depois de ver o Christoph Waltz no Jay Leno a dominar tigres e bichos esquisitos, não consigo deixar de ficar cada vez mais vidrada no senhor.
Agora é esperar pelo Tarantino Smurf, mas, por favor, alguém me dê os Basterds (A)

Sunday, 14 March 2010

Les chambres parisiennes


An Education (2009), Lone Scherfig

Chéri (2009), Stephen Frears


Sunday, 28 February 2010




Atteindre la perféction.
À Bout de Souffle (1960), Jean-Luc Godard

Friday, 26 February 2010

The most wonderful time of the year


Ouçam-me! Estão a ouvir?
Eu adoro esta época do início do ano em que há milhões de filmes no cinema que de facto valem mesmo a pena ver.
E mais um ponto para os Coen com A Serious Man! É simplesmente fantástico: os diálogos, os significados escondidos, a história, a realização tão característica, a banda sonora, o elenco, tout! Michael Stuhlbarg está mais do que parabéns por uma interpretação fantástica de um Job moderno.
Quando penso como há tantos filmes tão bons como este (e tantos mais) e depois há aquela alarido à volta do Avatar. Oh well, os Coen sabem quanto valem! You go Coen brothers!


P.S.: Site com os argumentos dos irmãos Coen http://www.coenbrothers.net/scripts/ !

Saturday, 20 February 2010








Desafio quem quer que seja a encontrar algum defeito neste filme (mas não me digam senão saio do estado sobrenatural em que me encontro). Arrisco-me a dizer que está bem perto da perfeição.
Por muitas imagens bonitas do filme que tivesse aqui no computador foi tão difícil escolher uma, pois nenhuma imagem consegue exprimir o que aquele filme é. Speachless.


A SINGLE MAN.

Thursday, 18 February 2010

Deitei-me com isto


E acordei com isto

Friday, 12 February 2010

A Tarantino friday

Para acabar o dia em chave d'ouro acabei com Tarantino e os seus Reservoir Dogs.
Tão mas tão interessante. O que se passa é que eu não gosto de filmes com violência, mas os filmes de Tarantino são uma violência completamente diferente, que simplesmente me fascina incrivelmente.

Uma coisa fantástica de Tarantino é que ele sabe quando acabar o filme. Um grande realizador sabe sempre quando parar o fim e começar a passar os créditos. E isso Tarantino sabe. Ai se sabe. E tanto mais.